Don’t Blink: Um filme que me deu nos nervos (de tão ruim)!

Don’t Blink: Um filme que me deu nos nervos (de tão ruim)!

Netflix ligado na residência dos Navarro e uma vontade de assistir algum filme de terror ou thriller. Muitas opiniões em uma sala: “Esse eu já vi”, ”esse tem poucas estrelas”, “esse é ruim” e etc. Até que concordamos em assistir ao filme “Don’t Blink” ou “Não Pisque”, ele tinha uma boa nota na Netflix então não tem como errar, não é?

O filme possui uma história aparentemente simples sobre um grupo de dez amigos que se reúnem para uma escapada de fim de semana em um resort de montanha, apenas para descobrir que não há ninguém lá quando eles chegam. Ao investigar mais, eles descobrem comida na mesa de jantar e a casa parece ter sido abandonado com pressa.

Também não há qualquer sinal de vida em torno deles, nem pássaros, peixes, insetos … nada. É como se tudo simplesmente tivesse desaparecido do nada. Para piorar as coisas, eles estão sem gasolina, impossibilitando a saída do resort que não possui nem serviço de telefone celular. E se tudo isso não fosse suficiente, todos eles estão lentamente desaparecendo…

 

Após o término do filme, eu fiquei tão brava com o tempo perdido que corri para a amada internet para ver se eu era a única pessoa que não havia gostado do filme. Aparentemente sim, porque as críticas em geral eram muito boas, mas não existem opiniões erradas e sim opiniões diferentes então aí vai a minha:

Não me julguem mal, a ideia do filme é muito boa, eu realmente gostei quando as pessoas começaram a desaparecer, eu realmente fiquei curiosa, mas o conceito de “não piscar” nem ficou tão claro assim.

 

A obra passa por todos os clichés imagináveis, o desenvolvimento dos personagens era inexistente e cheio de estereótipos –cara durão, menina safada, menina inteligente, menina bonita e etc. O filme não esclarece algumas perguntas básicas que ajudam a simpatizar com os personagens, como por exemplo: Como eles se conheceram? Não dá pra engolir que eles são um grupo de amigos.

Os personagens eram tão superficiais e fáceis de esquecer que era natural esquecer o nome deles! Acho que o filme poderia ter funcionado muito melhor se tivesse sido um grupo de estranhos, ou pelo menos vários grupos independentes dentro do grupo maior). Ao contrário de outros reviewers, eu achei tanto atuação quanto os diálogos terríveis, poucos podiam ser considerados críveis.

O filme não constrói a atmosfera de tensão que promete, talvez a aposta do filme seja apenas a simplicidade, o filme é um thriller extremamente simples e previsível, talvez nem tão previsível porque eu fiquei esperanto até o fim por alguma parte boa.

Seria bem legal se tivesse um final satisfatório ou pelo menos um final com alguma resolução. Eu geralmente gosto de filmes que inspiram os espectadores a pensar e incentivá-los a fazer as suas próprias interpretações. Um final ambíguo pode ser agradável. No entanto, para esta tática ser bem-sucedida, elementos suficientes devem ser fornecidos durante a história para a reflexão dos espectadores. Eu me recuso a racionalizar a ausência de um fim em algo positivo neste filme. Se o filme realmente foi destinado a instigar algum possível significado mais profundo, sinto muito, mas pra mim foi uma falha crítica!

Conclusão: Esse filme é pra piscar, PISCAR MUITO, fechar os olhos e não abrir mais. Como é que chamam isso? Ah é, soneca. Vai tirar uma soneca.

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Hegle Evangelista
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Hegle Evangelista

Dona de um nariz de batata e de uma leve Fobia Social. É muito lerda pra jogar videogame, mas isso não a impede de jogar como se não houvesse amanhã (ou faculdade). Gosta de Metal Sinfônico, de fazer pesquisas, Harry Potter e comer chocolate depois de fazer academia ;D

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