Doctor Who: Listen

-por , em 15/09 -
Doctor Who: Listen

“What is that in the mirror, and the corner of your eye? What is that footstep following, but never passing by? Perhaps they are jsut waiting. Perhaps when we are all dead, out they will come a-slithering, from underneath the bed”. E assim começamos a falar do 4º episódio da 8ª temporada de Doctor Who. Vamos dizer assim que este episódio me causou um mind blown imenso e confesso, foi o melhor episódio da temporada até o momento… Tem coisas que só o Doctor e o Moffat podem fazer por você, e com este episódio, causou medo, reflexão, mistério, e no meu caso, até lágrimas… Maldita catarse, mas vamos ao episódio… Já estou de blá-blá-blá demais aqui…

Bom, sinceramente, acho que pouco importa descrever o enredo do episódio, pois, as sensações que ele nos causou foi muito mais imenso e intenso que se atentar a pequenos detalhes de enredo. E falo isso porque as interpretações de Peter Capaldi e de Jenna Coleman foram maravilhosas neste episódio! E tudo foi com relação ao medo. O medo do Doctor. E é meio estranho pensarmos assim. O episódio, antes da abertura, nos apresenta um monólogo do Doctor, o conversar consigo mesmo, e o questionamento de o porquê fazer isso. Será que todos fazem isso por sempre ter alguém junto, uma sombra que não percebemos… E que às vezes se pode perceber através de um mesmo pesadelo… E só este monólogo do Doctor já me valeu metade do episódio, achei de uma interpretação estupenda!

No episódio também tivemos as tentativas frustradas do encontro entre Clara e Danny, do nervoso que ambos sentem quando um está com outro e como o medo de falar uma besteira, faz com que os dois falem as coisas mais inapropriadas um para o outro, e, por isso, ao interagir com a interface psicológica da TARDIS, faz com que Clara os levem para a infância de Dan, ou melhor, Rupert Pink, quando Doctor pede para a Clara pensar no pesadelo que todo mundo tem, aquela com a sensação que alguém te segura pelo calcanhar, mas, ela se distraiu, foram para lá, no orfanato em que ele morava quando criança.

Daí em diante, se seguiu os mistérios e tensões tipos de um filme de terror, aquela sensação de que se vai aparecer algo a qualquer momento e o mistério no ar. Clara foi falar com Rupert que estava com medo, de algo poder estar debaixo da cama. A Clara entra lá, o menino também, e algo sobe na cama… Sim, momentos de tensão… Alguém do orfanato brincando com o pequeno Pink ou era algo mais?! E o discurso de Doctor, que aparece na cena do nada, fala para o menino que o medo é um superpoder e que tudo bem sentir medo. Isso faz com que fiquemos alerta. E Clara fala dos soldados que protegerão a cama do menino,  principalmente o general que é corajoso o suficiente para salvar a todos sem arma.

Depois, a Clara pediu para voltar na hora do encontro com Danny, pra tentar consertar as coisas, e eis que, por ainda deixar suas impressões na interface da TARDIS, fez com que Doctor encontrasse Orson Pink, o homem que foi pioneiro na viagem no tempo e foi parar no fim do universo, e Doctor chegou a ele por um resquício psíquico deixado por Clara, fazendo o Doctor então deduzir que Orson faz parte da linha temporal de Clara…Logo, são parentes, logo, Clara e Dan…. É de se pensar…

Mas não foi só no quarto de Dan, quando criança, que rolou aquela cena tensa de não sabermos se era só uma outra criança brincando ou se era algo mais, lá, onde Orson se encontrava, também tinha os barulhos estranhos, que poderia ser um companhia ou sou o pressão do ar na tubulação. O Doctor quer descobrir o que é, abre uma porta, é salvo por Orson, fica desacordado, e parece ter algo tentando entrar na TARDIS, então, Clara, toca novamente na interface da TARDIS para tirá-los de lá… Pensando estar mais uma vez na linha temporal em que encontraria algo relacionado aos Pink, ela não deixa Orson sair da nave…

A Clara saiu, estava em um celeiro, um menino chorando, e um casal que cuidava dele que foi buscá-lo, pois ele não poderia passar o resto da vida dormindo em uma cama no celeiro, por sempre chorar de medo, assim, ele nunca seria um Time Lord. Eles o deixaram lá e Clara teve que se esconder embaixo da cama para não ser vista. Ela entrou na linha temporal do Doctor, o que é um pouco estranho, sendo que Gallifrey está escondida, mas, o Doctor, na TARDIS acorda e chama a moça, e o Doctor em sua cama escuta, e faz menção de querer ir ver quem está lá… Ele está se levantando da cama e o Clara faz?!

Segura em seu calcanhar… E se dá conta que ela é  motivo do medo do Doctor… E engraçado que o mesmo discurso que ela faz para o pequeno Doctor é o discurso faz para o pequeno Danny e quando ela começa a falar que um dia ele voltaria àquele celeiro e que estaria com muito medo, mas tudo bem sentir medo, porque é um superpoder, e me aparece John Hurt na tela, me fez chorar, ainda mais com o discurso brilhante que Clara emendou ao que o Doctor fizera anteriormente, inclusive usando uma frase que fora dito pelo nosso querido 1º Doctor, William Hartnell em 1963 “Fear makes companions of us all”. Foi sensacional, depois vimos ela voltando, indo para casa do Sr. Pink, e enfim, o primeiro beijo!

O sensacional do episódio, porque, além de nos deixar com uma dúvida imensa, nos fazendo perguntar como Clara foi parar na linha temporal de Doctor, o mistério de Orson e a viagem do tempo que ele mesmo disse ter sido uma coisa que começou com os bisavós dele. Será Danny um viajante do tempo e ainda não sabemos?! Será que ele vai começar a viajar com o Doctor,também?! Mind Blown, people,  Mind Blown!!! Tirando que a Clara está ganhando um espaço absurdo e melhorando cada vez mais… Créditos à atriz, claro!

E acho que foi o que provocou essa catarse imensa em mim, foi o jeito que o episódio abordou o medo. Pois afinal, as coisas que pensamos que acontecem, acontecem mesmo ou pensamos acontecer porque o medo potencializa as nossas sensações?! Estamos mesmo cercado por uma sombra que nos persegue ou o medo nos faz pensar assim… Como diria o Doctor, “Listen”, e preste atenção no que te cerca… Ou vivemos em um constante filme de terror ou o terror somente mora dentro de nós, e potencializa a nossa dor e sofrimento… Tiro o chapéu para o Moffat… Até mais, pessoas!!! 🙂

Cris Siqueira
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Cris Siqueira

Nerd, administradora, RPGista, apaixonada por gastronomia, curiosa sobre todos os assuntos e acha que Darth Vader é Deus. Gasta seus “bons tempos” escrevendo, lendo, vendo seriados e viajando. Reza todos os dias para tirar sempre 20 nos dados e nunca morrer no meio de uma batalha!

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