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Em “A inquisição”, segundo livro da trilogia “Conjurador”, de Taran Matharu, o protagonista Fletcher vai descobrir muita coisa nova sobre seu passado. A franquia, que começou com “O aprendiz”, lançado em 2015 pela Galera, utiliza uma trama fantástica, cheia de elementos inspirados em clássicos como “Harry Potter” e “O Senhor dos Anéis”, para falar sobre preconceito e desigualdade. Matharu despontou para o sucesso no Wattpad, onde o primeiro título foi lido por 6 milhões de pessoas.

Em “O aprendiz”, o órfão e plebeu de 15 anos consegue, surpreendentemente, invocar um demônio raro de quinto nível. Uma façanha que, na teoria, deveria ser obra apenas dos nobres de Hominum, a terra onde vive. A partir daí, o garoto consegue uma vaga na Academia Vocans, onde vai ser rechaçado pelos nobres mas também descobre a amizade de outros seres rejeitados, como anões e elfos.  No fim da trama, Fletcher vence o torneio anual de conjuradores da escola, mas acaba preso, acusado injustamente de tentativa de homicídio.

Agora, em “A inquisição”, um ano se passou, e Fletcher só não foi à loucura na prisão graças à companhia dos livros e de seu demônio Ignácio. Chegou enfim o dia de seu julgamento, e já está tudo armado para sua condenação. Mas, numa reviravolta, sua inocência virá junto com uma série de revelações sobre seu passado. Além disso, Hominum está à beira da destruição, e os alunos de Vocans serão enviados para uma batalha nas selvas órquicas.

Filho de mãe brasileira e pai indiano, Taran Matharu sempre soube o que era ser a criança diferente de todas as outras enquanto crescia, na Inglaterra. Foi rejeitado e sofreu bullying dos colegas por muito tempo. Uma das saídas que encontrou para lidar com os sentimentos que ficaram foi a literatura. Na trilogia “Conjurador”, ele usa sua experiência para explorar assuntos como intolerância e racismo.

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