George Orwell é o pseudônimo de Eric Arthur Blair, um ensaista, jornalista e romancista britânico nascido em Motihari em 25 de junho de 1903 e falecido em Londres em 21 de janeiro de 1950. Em 1949 escreveu seu mais famoso romance: 1984. Sua escrita, como a de poucos autores da época, é marcada por descrições concisas de eventos, condições sociais e o desprezo por todos os tipos de autoridade.

No livro 1984, George Orwell descreve uma ditadura científica onde o povo é submetido a uma intrusão em sua privacidade por meio de um aparelho chamado “telecrã” que existia em qualquer residência controlando todos os movimentos dos cidadãos. O povo era incentivado a acreditar em um inimigo com o qual seu país estava sempre em guerra. O constante clima de medo levava as pessoas a permitirem o total controle do estado em todas as circusntâncias das suas vidas.
Outro conceito lançado por Orwell neste livro é a “Novilingua”, existindo inclusive um “Ministério da Novilingua”, responsável por dar novos significados às palavras, de acordo com os interesses do estado.

Na sociedade criada por George Orwell em 1984, acreditava-se numa entidade misteriosa, que nunca aparecia publicamente, mas que supostamente observava constantemente o povo, através dos “telecrãs”. Essa entidade era generalizada como sendo uma espécie de figura paternal daquele país.
1984 é um livro que se aplica ao ano em que George Orwell o escreveu, se aplica ao ano de 2011 e incrivelmente se aplicará a todos os anos para a frente. É um livro que trata de assuntos sempre presentes nas relações humanas. Trata antes de mais nada de todos os conflitos internos quando estamos diante da mudança, o medo do abandono do passado e o medo do novo. O conflito sobre o que deixamos de ser e passaremos a ser…