O dia da mulher, dia 8 de março, é marcado por diversos acontecimentos ao redor do mundo, todo ano. Desde quando as mulheres protestaram em uma fábrica têxtil em NY em 1857, que a data é marcada por diversos sentimentos controversos: conquista, revolta, emoção e agonia. Muitas mulheres passaram do orgulho para a aversão ao dia da mulher, por acharem que trata-se de uma data política e não de presentes e declarações amorosas. Bom, quem descobriu isso ontem, foi nossa presidenta, já detestada por diversos outros motivos mais complexos, com suas declarações de “felicitações” em rede nacional.

Sabemos bem que as coisas estão complicadas pelas bandas do PT, desde as últimas eleições que, faço questão de relembrar, ocorreram há apenas 4 meses (motivo de gargalhada, pode rir). A presidenta e seu partido têm enfrentado muita revolta pública em consequência à diversas ações governamentais que limitam a vida dos que trataram de defender sua permanência no poder em 2014: o povo trabalhador. Não posso rir, porque me incluo nesse meio trabalhador, que precisa de salário e benefícios como seguro desemprego, por exemplo, para o caso de qualquer problema, então, limito-se a falar o que acho e chorar, caso eu perca mais direitos na vida. Ah, posso dizer também que eu avisei?

Não satisfeita em estar enfrentando uma das maiores taxas de rejeição desde sua primeira subida ao palanque presidencial, Dilma ainda precisou encarar, novamente, a opinião pública, durante um discurso de felicitações ao Dia da Mulher. A nossa presidenta disse que o Brasil passa por dificuldades e colocou, novamente, a culpa na crise financeira mundial, zerando tudo ao pedir paciência para nós, brasileiros e brasileiras – como ela gosta de repetir 500 vezes. Não sou a favor da Dilma e esse aqui não é um post partidário, é realista e com visão de povo (já que faço parte dele e tenho esse direito).

dia internacional da mulher

Pode parecer besteira o que o povo faz, como reagir a um pronunciamento político com panelaço, nas janelas e varandas de suas casas, mas se é a arma que o povo tem, nesse momento de desespero, que ela seja usada. Já dizia Sun Tzu que “uma guerra só termina quando um perde ou desiste da batalha”, bom, a Dilma ainda está lutando com todas as suas forças, e o povo também, então a guerra não acabou! Tudo bem que eu sou a favor de estudar política para escolher certo seus candidatos em uma eleição, mas nem todo brasileiro tem aceso a esse tipo de informação, então precisamos ponderar. Precisamos ajudar a educar nosso país e não atirar fogo naqueles que, de certa forma, não tiveram orientação adequada.

Podem falar o que quiser, que o discurso é coxinha, que a Dilma merece mesmo esse tipo de reação, mas eu, de coração, acho que nenhum político que foi colocado há 4 meses no poder, vai merecer uma reação assim. Sinceramente? Estamos parecendo crianças imaturas. E quando eu digo estamos, sinto lhe informar que precisamos nos incluir sim, mesmo que estejamos participando de panelaços – esse é o preço da democracia. Todos deveriam voltar para as salas de aula, já falei e continuarei falando até as coisas melhorarem. Não sabemos escolher representantes políticos – de qualquer nível -, somos analfabetos econômicos e sociais, por mais que lutemos por esses dois direitos todos os dias.

No dia que o povo souber evitar erros, na hora certa, talvez, seus direitos mais básicos não sejam explorados por político algum. O que você acha disso?

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