Olá Coxudos! 🙂 Alegrem-se (ou nem tanto)! O dia do cinema nacional foi anteontem, 05/11.Ok,ok…a maioria de nós prefere o internacional. Mas por algum motivo, Deus me fez esquisita. E eu tenho meus preferidos. E antes que o Sr. Montenegro venha me chamando de boring (sim, ele faz isso.), vamos a eles. Que comecem os palavrões! 🙂

1- 400 Contra 1 | Direção: Caco Souza | Ano: 2010

Esse filme conta a história da criação do Comando Vermelho, facção criminosa aqui do Rio de Janeiro. Sim, nós temos que lamentar muito a existência desse tipo de coisa. Mas o jeito como foi criada é o intrigante da coisa. O filme mostra como a influência de presos políticos transformou o crime no RJ. Ai você pensa: Cacete, isso nasceu a partir da política. Sim, meus amigos. Tem influências dos nossos queridos governantes até nisso. Vale uma olhada. Prepare-se para ver: Sexo, violência, palavrões.

 

2- Bonitinha, mas ordinária. | Direção: Moacyr Góes | Ano: 2013

Alguns ( ou todos vocês) não sabem, mas sou estudante de Letras. E o Nelson Rodrigues é meu xodó. O Anjo Pornográfico, como é conhecido, soube criar suas obras desvendando tudo aquilo que é tido como segredo, por ser considerado sujo. E nesse filme, baseado em sua obra,vemos uma dessas coisas sujinhas. O cara fica dividido entre casar com uma menina rica que foi estuprada por 5 negões e ficar rico, ou continuar pobre e viver com seu grande amor, a Ritinha. Pra mim, o jeito como o Nelson escreveu a história é genial. Mas no filme…vá lá, teve 2 versões né… Prepare-se para ver: Sexo!

 

 

3- O Auto da Compadecida | Direção: Guel Arraes | Ano: 2000

Tem filme mais Sessão da Tarde? (Tem! Ele vem já já) Outra paixonite da estudante de Letras por causa do autor: Ariano Suassuna. Defensor da cultura nordestina, não tinha como escrever história mais brasileira que essa. Se você quer ver aquele nordestino caricato e engraçado, achou aqui. E vale também destaque pro final, toda aquela fé que o brasileiro num geral, independente do estado onde vive, tem. E também aquela eterna mania de apelar pra fé quando dá merda. Vale passar a tarde em casa pra ver esse filme. Oxi, se vale! 😉 Prepare-se para ver: tiros e pessoas amarelas demaaaais.

 

4 – Lisbela e o Prisioneiro | Direção: Guel Arraes | Ano: 2003

“Eu quero a sina de um artista de cinema/ Eu quero a cena onde eu possa brilhar/ Um brilho intenso, um desejo/ Eu quero um beijo onde eu possa me afogar […]” Tem Los Hermanos na trilha, como música central. Tem Selton Melo e Débora Fallabela (quando ainda era fofa). E é lindo! E engraçado! (Acho sim, e daí? u.u) E eu sempre choro quando eles se separam. Enfim, aqui é a clássica história: Mocinho, mocinha, safada atrapalhando os dois, marido corno quer matar mocinho, e blá blá blá..É água com açúcar e nem tem safadeza. E gente, é um filme nacional! É extraordinário isso! 🙂 Prepare-se para ver: Sotaques meia boca.

 

5- Madame Satã | Direção: Karim Aïnouz | Ano: 2002

Acho que nesse post, eu mostro dois lados meus meio encobertos por todos os outros: O lado louca por literatura e o louca pela história do Rio. Citar a história do Rio antigo é citar Madame Satã. Ele tinha tudo pra sofrer preconceito: Era negro, pobre, homossexual e transformista. Quer mais? Vivia na Lapa, na década de 30 e era boêmio. Sim, crianças, meu avô paterno falou dele uma vez. Disse que era chocante vê-lo de perto. E a parte mais célebre do filme (o Jefferson entenderá porque, eu sempre digo isso) é quando ele diz, gritando: ” Sou bicha porque eu eu quero, e não deixei de ser homem por isso”. Se você é curioso por histórias antigas de cidades famosas, veja. Porque Madame Satã é parte do Rio. Prepare-se para ver: Uma parceria Brasil/França. (Sim, o diretor é francês!)

 

Sessão Bônus! | Central do Brasil | Direção: Walter Salles | Ano: 1998

Não tem filme mais tocantes que esse. A história é delicada de um jeito diferente de ser. Quando eu vi a primeira vez, eu tinha 10 anos de idade e eu chorei muito com a história deles dois. E se passa na Central (Olha o Rj ai de novo, geeeeeeeeente!), você imagina tudo o que aconteceu naquele filme. Confesso que chorei na primeira vez que entrei na Central. Por que lembrei do filme e porque aquela fotografia amarelada do filme, que é linda, não é invenção do diretor. É realmente assim. E foi indicado a um Oscar, né. Esse, com certeza, vale assistir.

 

Tropa de Elite 1 e 2 | Direção: José Padilha | Ano: 2007 e 2010

O que eu mais gosto nesse filme é o fim da hipocrisia. Mas como assim, Dona Lelê?? Se você não vive naquele meio que o filme mostra, que o caso da maioria de nós, você sempre acha que policial é injusto porque chega atirando, que maconheiro de universidade federal não financia tráfico e que é só um usuário, coitado. Que apresentador escandaloso de programa sensacionalista de Tv não tem nenhum envolvimento com nada, e que quando passa aqueles escândalos políticos na Tv, alguns de nós pensa: Nossa, não deve ser tanto assim. Esses dois filmes, como diria meu Digníssimo, é um tapa na cara da sociedade. É um tapa que diz: Acorda! Levanta desse sofá e vota direito. Levanta e para de fingir que não tá vendo que você também acaba com esse país. Gosto da história de Tropa de Elite pelo acorda que ele causa. Ou tenta né.

 

E isso, Senhores, é tudo. Aaaaah, e desculpa pelo atraso.Me empolguei com a listinha. 😀

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