O dia 12 de novembro de 2014 entrou para a História da Ciência e Astronomia. Nesta data a missão da sonda Rosetta, da Agência Espacial Europeia (ESA) foi executada com sucesso com o pouso do robô Philae no cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko (sim, é um nominho bem difícil), um feito realizado pela primeira vez na história espacial. Um feito tão notório que foi considerado pela conceituada revista Science como a descoberta científica mais importante para a humanidade em 2014.

A revista promove a votação entre os editores todos os anos e um feito científico tem como pré-requisito para ser votado promover a solução de algum problema contra o qual a população venha luando há tempos ou estimular futuros estudos. No caso, as descobertas realizadas pelo Philae no cometa permitirão descobrir se as moléculas de determinados cometas foram decisivos para o surgimento de vida na Terra há bilhões de anos. Robert Coontz, um dos diretores da Science comentou que no caso da missão Rosetta, “a maior parte da boa ciência está por vir”.

Compõem a lista ainda os seguintes feitos:

Transição entre dinossauros e pássaros

Uma pesquisa comparou fósseis de dinossauros com estruturas de aves contemporâneas e o resultado mostrou que a teoria de que determinadas espécies de dinossauros evoluíram para pássaros menores que sobreviveram à extinção.

Sangue novo consertando o sangue velho

Cientistas provaram que o sangue de ratos jovens pode rejuvenescer músculos e cérebros de ratos mais velhos. Esta constatação permitiu que os estudos fossem estendidos ao Mal de Alzheimer, em que testes realizados permitam que os pacientes com a doença recebam plasma de doadores jovens.

Cooperação de robôs

Robôs estão trabalhando em equipe sem necessidade de supervisão humana graças à novos softwares desenvolvidos. Mas Stephen Hawking fez um importante alerta sobre isso.

Chips neuromórficos

Foram projetados chips que imitam a arquitetura do cérebro humano ficaram maiores e assim, passaram a processar as informações de uma maneira mais parecida com o cérebro de verdade.

Células beta

Dois métodos desenvolvidos por cientistas de criar células beta facilitaram o estudo da diabetes. Estes métodos permitem criar as células (que produzem insulina dentro do pâncreas) em laboratório. Ambos os métodos foram considerados inovadores e um grande passo nos estudos para a cura da diabetes.

Artes em cavernas na Indonésia

Algumas pinturas feitas à mão foram descobertas na Indonésia com idade de 35 mil a 40 mil anos. Isso contraria a versão de que tais pinturas teriam cerca de 10 mil anos e sugere que esta região da Ásia já era habitada e que os humanos já registravam os desenhos na mesma época que os humanos na Europa.

Manipulação da memória

A técnica de manipular a atividade dos neurônios através de raios de luz fez com que pesquisadores conseguissem manipular determinadas lembranças de ratos. Eles substituíram memórias existentes com outras memórias falsas e alterar o emocional de uma recordação, ou seja, memórias boas se tornaram ruins e vice versa.

CubeSats

Os CubeSats são satélites em forma de cubo com arestas de 10 centímetros. Há dez anos eles eram apenas ferramentas educacionais, mas o avanço de sua tecnologia permitiu que eles fossem utilizados para estudos mais importantes na ciência.

Expansão do alfabeto genético

Para representar os códigos do DNA humano, até então eram utilizadas quatro letras: A, T, G e C. Pois agora cientistas conseguiram inserir mais dois tipos de nucleotídeos: X e Y. Com isso, espera-se que seja possível criar proteínas desconhecidas e também novos medicamentos.

A revista também fez um resuminho neste vídeo:

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