Eu não deixei de ser maníaca pela Apple, não deixei de amar os produtos da empresa e não deixei de acreditar. Mas sejamos realistas, existem alguns acontecimentos que deixam até o mais fervoroso dos fãs meio confuso. O lançamento do iPhone 5 com a exclusão dos serviços do Google Maps e inclusão do Apple Maps deixou alguns usuários de cabelos em pé. Acostumados com a funcionalidade que já havia se popularizado no mundo inteiro, a deficiência deste serviço específico da Apple não foi nada satisfatória. O lançamento do iPad mini, insistentemente negado por Steve Jobs ao longo dos anos colocou à prova no mercado aquela teoria de que a Apple continuaria sendo a empresa de Jobs. Claro que seria imaturidade e até mesmo ingenuidade achar que a Apple não sofreria mudança alguma. O mundo é capitalista e a única pessoa que realmente amou a Apple como se fosse uma filha [ com trocadilhos infames] foi Jobs. Com sua morte, parte da Apple morreu também.

Com o lançamento do Apple Maps, a empresa bateu seus recordes de reclamação de clientes, não existia um só ser humano neste planeta que estava satisfeito com a mudança. Até porque, a Apple sempre colocou em prática o lançamento de produtos perfeitos, de primeira linha. Lançar um produto ainda mal acabado no mercado que já estava acostumado com o perfeccionismo de Jobs foi um tiro no escuro. E um tiro que, infelizmente, deu muito errado dentro da própria empresa.

A Apple deu início, logo após o lançamento do iPhone 5 e do iOS 6, a uma busca infindável pelos responsáveis pelo fracassado Apple Maps. A agência Bloomberg anunciou que Richard Williamson, líder da equipe de mapeamento da Apple, foi demitido pelo vice presidente sênior, Eddy Cue. Parece que Cue estaria buscando soluções fora da empresa e fazendo parcerias com a TomTom para corrigir falhas do serviço de mapas. Nesta mesma leva de demissões para corrigir erros, o vice presidente do iOS, Scott Forstall também se foi – desta vez, demitido por Tim Cook, o CEO. Jornais e portais do mundo inteiro anunciaram que Scott teria sido demitido por se recusar a assinar uma carta de desculpas pelas falhas apresentadas no serviço. Mas que falta de humildade hein Scott?

Eddy Cue comandava a divisão de produtos online e assumiu a divisão de mapas e desenvolvimento da Siri enquanto Craig Federighi – responsável pelo desenvolvimento do OSX – assumiu a responsabilidade pelo iOS.

É ignorância colocar anos de perfeição em teste por causa de um lançamento fracassado e precipitado, mas a Apple está certa quando elimina os erros desta forma – infelizmente no mercado de trabalho, pessoas responsáveis por grandes feitos, quando o fazem de forma amadora, precisam ser eliminados. Empresas como a Apple não precisam de estrelinhas trabalhando, precisam de profissionais que acreditem no que fazem, que sejam inovadores mas conservadores ao mesmo tempo e que, acima de tudo, conheçam e acreditem no produto Apple. Vamos ver no que isso dá agora…