“Quando esses foguetes pousarem em Marte, num futuro próximo, será muito mais do que um momento grandioso para a exploração espacial. Será um seguro de vida para a espécie humana.”

Viver em Marte não é apenas um sonho, mas nosso destino. Partindo dessa afirmação, o autor Stephen Petranek, premiado jornalista científico e ex-editor-chefe da maior revista de ciência do mundo, a Discovery, apresenta sua tese na obra De mudança para Marte. Uma incrível e complexa jornada a caminho do povoamento do planeta vermelho. Parece ficção científica, mas, segundo Petranek, a vida em Marte é um plano de apoio fundamental para a humanidade. No livro, o autor prevê que já em 2027 os primeiros astronautas irão pisar em Marte para o início de uma colonização, em busca de uma nova casa para a preservação da espécie humana.

Petranek nos transporta a um futuro fantástico ao aliar seu vasto conhecimento sobre o tema aos avanços científicos do passado e da atualidade, além de destacar o crescimento de grandes empresas privadas dentro do setor espacial e seus projetos para os próximos anos – com ênfase na SpaceX, do visionário Elon Musk.

De mudança para Marte se inicia com o empolgante princípio da construção de foguetes, até chegar ao que o autor chama de a próxima corrida do ouro: a exploração do planeta vermelho. Nesta obra, ricamente ilustrada, abrangente e provocadora, que mistura história, ciência e tecnologia, Petranek explica em detalhes fascinantes como a nossa mudança para Marte irá acontecer, traçando passo a passo a chegada do ser humano naquele planeta, a instalação de uma base para habitação e o posterior processo de “terraformação” de Marte. Esse processo, segundo o autor, poderá levar milhares de anos, fazendo com que a superfície do planeta se torne semelhante ao cenário da Costa Oeste do Canadá. Porém, muito antes disso, com a chegada dos primeiros astronautas colonizadores, em cerca de 20 anos, o desenvolvimento de um sistema habitável já terá início.

Apesar das perspectivas otimistas, Petranek alerta para os assustadores desafios econômicos e ambientais: temperaturas muito abaixo de zero, falta de água líquida (sondas já avistaram vastos lagos congelados no solo marciano, chamado regolito, mas que são extremamente difíceis de serem descongelados), radiação cósmica e praticamente nenhuma atmosfera, além do preço para se iniciar a empreitada, estimado em 5 bilhões de dólares para pousar em Marte e mais 30 bilhões para construir uma pequena base. Todos esses entraves estão sendo estudados e tecnologias sendo desenvolvidas para que o processo de “terraformação” tenha início. Mas, como a história tem provado, a promessa de um novo mundo é incrivelmente sedutora. Como Petranek afirma, uma vez que uma base em Marte seja razoavelmente funcional, num futuro próximo as pessoas começarão a emigrar para lá.

De mudança para marte

Porém, apesar de fazer projeções otimistas para a habitação de Marte, o autor conclui que a Terra não deve ser deixada de lado. “Precisamos trabalhar arduamente para salvar nosso planeta – não existe nenhum outro parecido lá fora que tenhamos conhecimento […]. Viajar para Marte pode nos dar o discernimento para ver nosso planeta sob uma perspectiva real. Nunca devemos abandonar essa visão. Mas será que poderemos fazer as duas coisas? Ser uma sociedade exploradora do espaço e ao mesmo tempo encontrar um perfeito equilíbrio com a natureza de nosso planeta? ” Ainda não existem tecnologias para obter essas respostas. Isso apenas o tempo poderá nos dizer.

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