Finalmente Brasil! A terceira e última temporada de Dark chegou na Netflix. Desde seu lançamento, a primeira série original alemã, chamou a atenção do público e crítica, pelo fato de unir suspense e Ficção científica nem uma maneira única.

O terceiro ano do show, gira em torno do apocalipse eminente, uma trágica história de amor (descrita assim) e na tentativa de -FINALMENTE- quebrar o ciclo infinito, com uma conclusão que definitivamente, ninguém nunca imaginou!

Dark começa exatamente onde a segunda temporada parou, com Martha e Jonas viajando para o um mundo alternativo, que é explorado em profundidade. Neste novo mundo -espelhado- tudo mudou, mas ao mesmo tempo, tudo permanece igual.

Obviamente a temporada não se limita ao mundo espelhado, mas sim nos conduz a várias décadas -inclusive desconhecidas-, principalmente no mundo do Jonas que conhecemos, pós apocalipse.

A forma que ao longo dos anos, Baran bo Odar e Jantje Friese trabalhou os conceitos bíblicos e de viagem no tempo; simplesmente fascinou os espectadores e a conclusão deste ciclo, não poderia ter sido diferente; os showrunners conseguiram, de fato, sustentar esse emaranhado de personagens profundos, repletos de dor e mágoa, em tantas linhas temporais.

E eles tiveram trabalho, não é mesmo?! Afinal explicar tudo que gerou tantas viagens do tempo ao longo dos anos anteriores, bem como sua origem, não é uma tarefa muito fácil. Felizmente, a terceira temporada consegue concluir satisfatoriamente e a quantidade de respostas que nos é entregue, é ainda maior que nossos questionamentos.

Acompanhar a terceira temporada de Dark é ainda mais desafiador do que nas duas primeiras temporadas. A narrativa da temporada, se mostra ainda mais confusa, e cheia de informações; informações essas que são muito bem amarradas, até as que já havíamos esquecido, o que é sensacional. No entanto o episódio que antecede o fim, oferece tantos detalhes em tantas linhas temporais diferentes -Marca registrada do show- exigindo do espectador ainda mais atenção.

Dark, mais uma vez se mostrou ser um eterno quebra-cabeça, com inúmeras peças faltantes que acreditávamos ser preenchidas com o tempo, mas neste ano descobrimos que o onde também significa muito. Além das tramas do mundo alternativo, vemos o que alguns personagens fazem no futuro. E nos últimos episódios a presença destes se faz mais ativa, pois é através destes que entenderemos as lacunas ainda não preenchidas na história.

O último ciclo de episódios se mostra repletos de reviravoltas e detalhes nas entrelinhas, atos controversos -justificados por amor-, que não nos mostra uma perspectiva linear de fatos. E essa informação, é praticamente desenhada em foma de infinito, indicando que os personagens vivem em um ciclo perpétuo.

A dualidade, foi o pano de fundo para os conceitos de Origem do Universo (Físico e Espiritual), família e amor; aliados aos segredos do moradores de Winden são tramas dentro do emaranhado de sangue criado por Baran e Jantje.

A fotografia do show acerta novamente, favorecendo todas as fases que são cenários para os diferentes focos narrativos; onde a edição finalizada remotamente não deixa nada a desejar.

O elenco evolui e entrega uma atuação honesta além do casting, que desde o início é um show a parte da produção. Isso nem precisamos falar, não é mesmo?! Destaque para o Louis Hoffman que entrega de maneira digna um personagem múltiplo, profundo e muito bem construído.

Dark finaliza com maestria. Com um roteiro impecável, certamente deixa um legado, para seus criadores e para a Netflix. A série encerra, com um grato presente para os fãs que tanto se apegaram a história de Jonas e de todos os outros personagens. Baran bo Odar e Jantje Friese entregam um final histórico, digno, com uma qualidade que a muito tempo não vemos.

Todas as três temporadas de Dark estão disponíveis na Netflix.

Aproveitem para conferir nossa playlist da séries!

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