Tolkien desperta a curiosidade dos amantes de seus livros, dos novos fãs dos filmes e dos jogadores de RPG que utilizam suas obras como base para a criação de mundos, histórias e aventuras. Hoje decidi compartilhar com vocês algumas das curiosidades mais famosas sobre este escritor que criou um dos maiores mundos de fantasias com personagens, línguas e trejeitos importantes para o mundo dos nerds, vamos lá?

Você sabia que Tolkien detestava automóveis? Ele desistiu de dirigir no início da segunda guerra mundial e era muito conhecido entre habitantes locais pela maneira como tentava ultrapassar os outros veículos na rua principal de Oxford. “Ataque-os que eles fogem!”, ele berrava enquanto ia costurando pelo trânsito. As coisas foram piorando a tal ponto que Edith (esposa dele) se recusava a andar de carro com ele.

Você sabia que os roncos de Tolkien tornaram-se um incômodo tão grave que ele e Edith acabaram chegando a um acordo incomum para  a hora de dormir: ela passava a noite no quarto e ele dor mia no banheiro.

Você sabia que a “galofobia”  de Tolkien não tinha limites? Ele começou com isso muito cedo em sua vida, em uma visita a Paris, quando tinha vinte e poucos anos, ele execrou “a vulgaridade, a tagarelice, a indecência e o hábito de cuspir” dos franceses.

Você sabia que Tolkien nunca foi chegado a cultivar sua própria fama? “Existem muitas pessoas em Oxford que nunca ouviram falar a meu respeito”, ele comentava com orgulho. E isso ele provou em 1964, quando o autor Robert Graves visitou a universidade para proferir uma palestra. Durante a recepção, Graves apresentou Tolkien a uma linda e bem dotada jovem, que estava sendo escoltada por um exército de repórteres e fotógrafos. Os dois conversaram amavelmente por vários minutos, até que Graves percebeu que Tolkien não tinha a menor idéia de quem era aquela mulher maravilhosa. Avisando que se tratava da atriz Ava Gardner, Tolkien continuou a tratá-la do mesmo modo. Mas tudo bem, porque ela tampouco sabia quem era ele.

Você sabia que Tolkien ficou horrorizado com a ilustração que adornava a capa da primeira edição norte-americana de O Hobbit em 1965? A pintura sinistra – que mostrava um leão, dois avestruzes e uma árvore com frutos bulbosos – parecia ter pouca ou nenhuma relação com o conteúdo do livro. “Acho a capa muito feia”, o agastado autor escreveu a seu editor, “mas reconheço que o objetivo principal da capa de uma brochura seja atrair compradores, e imagino que os senhores sejam melhores juízes do que eu sobre o que é atraente nos Estados Unidos. Portanto não irei me alongar em um debate sobre gosto (o que não significa que não possa dizer: cores horríveis e letras horrorosas), mas devo indagar o seguinte a respeito da vinheta: Porque o leão e os avestruzes? E o que é aquela coisa no fundo, com bulbos cor de rosa? Eu não entendo como alguém que tenha lido o livro (e espero que o senhor tenha sido um deles) imagine que tal figura possa satisfazer o autor”. Tolkien não recebeu resposta a queixa. Em um telefonema subsequente, ele reiterou suas objeções sobre o artista e, finalmente, obteve uma explicação do representante da editora: “Mas o sujeito não teve tempo de ler o livro”.

Tolkien é mesmo uma figura a parte da história da literatura mundial. Se você curtiu descobrir um pouquinho mais sobre este autor, precisa ler estas e muitas outras curiosidades sobre J.R.R. Tolkien e muitos outros autores estrangeiros no livro A vida secreta dos grandes autores de Robert Schnakenberg da Ediouro.

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