MOONLIGHT EMOCIONA DESDE SUA APRESENTAÇÃO ATÉ A NOITE DO OSCAR 2017!

Vencedor do confuso prêmio de Melhor Filme do Ano no Oscar 2017, Moonlight: Sob a Luz do Luar é, sem dúvidas, um dos melhores filmes de 2016. Exibido no Festival Internacional de Cinema de Toronto, o longa é dirigido por Barry Jenkins (Indicado ao Oscar na categoria de Melhor Diretor), baseado na peça de Tarell McCraney, In Moonlight Black Boys Look Blue (Vencedor do Oscar na categoria de Melhor Roteiro Adaptado).

Em poucos minutos de filme, já somos apresentados a um bairro pobre da gigantesca Miami, Estados Unidos. Começamos a acompanhar a vida conturbada do pequeno Chrion (Alex R. Hibbert), que mesmo em sua infância já sofre o bullying de outros colegas, tentando entender os motivos, mais ainda muito inocente. Logo, ele conhece duas pessoas que mudaram sua vida, Juan (Mahershala Ali) e Teresa (Janelle Monáe).

Mesmo com pouco tempo de tela, Mahershala Ali (Vencedor do Oscar 2017 de Melhor Ator Coadjuvante) consegue dar ao seu personagem todo o carisma necessário. A atuação é tão bem feita que não sabemos diferenciar se ele está atuando ou se está apenas sendo ele mesmo.

Durante a parte da história da infância, ele embarca em uma grande amizade com Juan e busca saber mais do porque sua mãe briga com ele e o coloca de castigo por nada, claramente um drama que faz com que qualquer pessoa que esteja vendo o filme, desabe em lágrimas.

Com uma mãe ainda viciada em drogas, vamos para a segunda parte do filme. Chiron (Ashton Sanders) agora já é um adolescente, porém, continua sofrendo bullying de seus colegas, principalmente de Terrell (Patrick Decile). Em meio aos inúmeros bullyings e mais discussões com sua mãe, que está mais viciada do que nunca, Chiron começa a descobrir mais sobre sua sexualidade, culminando em um dos momentos mais reflexivos do filme.

A segunda parte da história do filme é, na minha opinião, a melhor de todas. Nessa parte, é demonstrada mais o lado de um ser-humano que, graças ao preconceito dos outros, não consegue ter uma vida normal como a que queria. O final desse ato tem um dos maiores Plot Twists do ano.

Na terceira e última parte, Chiron (Trevante Rhodes) agora não é o mais garoto ingênuo que vimos anteriormente no filme. Ele está mais parecido do que nunca com Juan, dirige um carro incrível e se tornou um traficante de drogas, porém, tudo muda quando ele recebe um telefonema de Kevin. Os 30 minutos finais do filme focam sobre o reencontro dos dois.

Com um ótimo elenco a seu favor, Jenkins aposta em uma forma de gravação mais gestual, principalmente nas cenas finais. O diretor demonstra com pequenos gestos que Chrion se tornou uma pessoa cheia de camadas para suprir as suas necessidades de medo do que pode acontecer, graças ao seus traumas de infância. Com circulações e closes, Jenkins passa ainda mais realidade ao público, tendo o uso ainda de câmera lenta ao favor, pontua ainda mais os gestos das feições faciais de Chiron, que valem mais do que mil palavras.

Moonlight é sem dúvidas o grande drama de 2016, tem um elenco formidável, um roteiro espetácular e conta uma história que além de focar no tema do homessuaxilismo, mostra mais do abandono parental e segue uma linha que não era explorada por Hollywood a muito tempo. Não perca tempo e vá ver esse filmaço o mais rápido possivel, Moonlight está em cartaz em todos os cinemas brasileiros.

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