Uma programadora russa chamada Eugenia Kuyda elevou o nível dos bots de conversa usando inteligência artificial (I.A.) a um novo nível para conversar com Roman Mazurenko, seu melhor amigo, morreu em um acidente de carro e seu corpo foi cremado, deixando Kuyda sem um túmulo para poder visitar.

Pensando em uma forma de contornar a situação – e ajudar na dor de sua perda – ela reuniu todas as memórias digitais do amigo (fotos, dados, conversas e reportagens) e criou um sistema de I.A. que imita a personalidade de Roman.

O resultado foi incrível. Amigos próximos disseram que o bot era “irritantemente parecido” com Mazurenko, sendo uma experiência terapêutica para alguns mas assustadora para outros, e até mesmo os pais do garoto tiveram reações opostas.

Sua mãe diz se sentir sortuda por existir tecnologia disponível para esse tipo de experiência, e que isso está a ajudando a entender mais sobre como era seu filho. Seu pai, por outro lado, não gosta da ideia de conversar com um robô que soa muito parecido com seu filho, mas às vezes responde incorretamente e o lembra que é só um programa.

Nesse novo patamar das I.A.s, empresas já estão lançando plataformas para “eternizar” seu eu digital, aprendendo mais sobre seus hábitos e prometendo criar uma versão artificial sua. Temos, por exemplo, o projeto do ETER9 é continuar postando nas suas redes sociais mesmo quando você partir desta vida. Outro exemplo é o Eterni.me, que promete realizar o mesmo que Eugenia: criar um bot que pode interagir com os outros imitando seus trejeitos.

Essas tecnologias são interessantes? Acha que podem ser até assustadoras? Não deixe de comentar aqui embaixo e discutir em nossas redes sociais – é tudo COXINHANERD!!

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