O autor Adam Gidwitz avisa de cara: os contos de fadas que conhecemos hoje, via livros ou filmes, são bem mais leves, felizes e “água com açúcar” do que as histórias originais que os inspiraram, escritas centenas de anos atrás. Em Um conto sombrio dos Grimm, primeiro livro que lançou sobre o tema, Gidwitz revisitou a história de João e Maria escrita originalmente pelos irmãos Grimm com seus sustos, sangue e um toque de terror – mas também com humor.

Agora, na sequência Outro conto sombrio dos Grimm, que chega às livrarias em abril pela Galera Junior, o enredo que serve de base para o autor é o de João e o pé de feijão – aqui, no entanto, a história segue os passos de João e sua prima, Jill, em busca de um misterioso espelho mágico perdido.

Ao longo da jornada, os dois sobem no tal pé de feijão, enfrentam gigantes, lidam com um vestido feito com tecido que só os mais sofisticados conseguem ver, fazem amizade com um sapo falante e quase caem nas garras de sereias, entre muitas outras aventuras. Como se pode ver, Gidwitz usa uma mistura de referências que inclui, além de “João e o pé de feijão”, contos como “Jack, o matador de gigantes” (ambos de Joseph Jacobs), “A roupa nova do imperador”, de Hans Christian Andersen, e “O príncipe sapo”, dos Irmãos Grimm.

Outro conto sombrio dos Grimm

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O texto é pontuado com interferências hilárias do autor, que explica algumas de suas escolhas, avisa sobre algum trecho especificamente nojento da narrativa ou simplesmente faz piada com a história. No fim do livro, Gidwitz inclui um capítulo extra bastante informativo, no qual detalha todas as referências usadas em “Outro conto sombrio dos Grimm”.

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