Gojira. Um nome que remete a um monstro ora vilão, ora herói, que vira e mexe aparece para detonar Tóquio. Um nome que lembra uma fantasia de borracha e prédios de papelão, e muita diversão descompromissada. Godzilla, seu nome em inglês, traz à tona sua primeira adaptação hollywoodiana, que não agradou fãs nem críticos. E eis que ouvimos Hollywood pronunciar este nome mais uma vez… Godzilla! Será que essa nova adaptação fará jus ao legado do monstrão favorito das famílias japonesas ou nos provocará repulsa como a lagartixa de Roland Emmerich? Fomos conferir!

O filme começa com flashbacks da primeira aparição do lagartão, ainda nos anos 50, e nas ações necessárias para sua contenção. Avançando no tempo, porém para 15 anos atrás, acompanhamos uma escavação onde estão os restos mortais de um monstro gigante. A partir desta ossada, um rastro de destruição e o desastre nuclear que dará início à trama da película.

O problema é que, na carcaça, foram encontrados seres em estado embrionário. Estes esporos estavam adormecidos e, agora que acordaram, vão aprontar grandes confusões (muito sessão da tarde, né?)! E agora, quem poderá nos ajudar? É aí que entra Gojira, considerado a resposta da natureza para devolver o equilíbrio ao planeta (uma desculpinha pra lá de clichê para justificar o MMA das criaturas, mas, afinal, o que seria dos pipocões de Hollywood sem as desculpinhas clichê?).

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A verdade é que o longa-metragem não decepciona quem gosta deste gênero, sendo sim uma bela homenagem ao personagem-título, seja na concepção visual do mesmo, seja no desenvolvimento da trama que o leva à função de defensor da humanidade contra ameaças que o homem não tem condições de enfrentar. Um pipocão de primeira, com toda a destruição que se tem direito.

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Para fechar, uma coisa que não curti: a produção tem uma seleção de excelentes atores, como Juliette Binoche (“O Paciente Inglês”), Bryan Cranston (da série de TV “Breaking Bad”) e Ken Watanabe (“O Último Samurai”) que tiveram um aproveitamento muito pequeno (com o perdão do trocadilho) num filme tão grandioso. OK, para efeitos dramáticos (e não vou dar spoilers) alguns personagens tinham que ter pouco tempo de tela. Mas colocar um astro apenas para ficar com cara do bobo o tempo todo e repetindo clichês, é muito desperdício. Há a necessidade de validar um filme deste agregando nomes conhecidos, mas gosto de ver bons atores tendo tempo suficiente para desenvolverem bons personagens, e não servindo apenas para endossar uma produção. Enfim, fica o desabafo. O elenco ainda conta com o Aaron “Kick Ass”  Taylor-Johnson e Elizabeth “Feiticeira Escarlate” Olsen, entre outros.

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Tá na dúvida? Godzilla estreia na próxima quinta-feira, dia 15 de maio de 2014, dirigido por Gareth Edwards (“Monstros”). Vá conferir e me conte se você gostou desta nova versão, se prefere os clássicos da Toho ou se você é do contra e gosta da lagartixa do Roland Emmerich. 😀

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