A cada ano que passa temos avanços extraordinários em tecnologias de processamento de dados e programação de máquinas. O novo objetivo parece ser ambicioso: criar computadores que pensam de forma parecida com nosso cérebro.

Cientistas da Universidade do Tennessee estão pesquisando sobre a construção dos chamados sistemas neuromórficos, onde processadores funcionam de uma forma parecida com que o cérebro humano funciona.

A ideia chave disso é um circuito chamado FPGA, que pode ser reprogramado após sua fabricação para qualquer outro uso diferente do seu objetivo inicial. CPUs que vemos no mercado atualmente são criadas com um propósito e não podem ser reprogramadas, e isso é o primeiro ponto que as diferenciam da forma como nós funcionamos.

Com FPGAs poderíamos utilizar uma máquina para um propósito e depois reprogramá-la para nos ajudar em uma tarefa completamente diferente. Seria como se pudéssemos fazer nossa calculadora se tornar um videogame (com as devidas modificações de hardware, claro).

Além disso existe outro ponto importante na pesquisa que visa aproximar as máquinas dos seres humanos: o paralelismo no processamento de dados. Isso nada mais é que a independência das unidades de processamento, permitindo que duas áreas de um mesmo processador trabalhem em coisas completamente diferentes ao mesmo tempo.

É claro que o projeto ainda está em desenvolvimento inicial e encontra barreiras como o alto consumo de energia dos circuitos e da dificuldade de reprogramá-los. Mas é interessante vermos que existe a possibilidade de termos máquinas ainda mais parecidas com seres humanos.

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