CLAWS É A NOVA APOSTA DA TNT PARA A TELEVISÃO!

2017 é o ano das produções focadas nas mulheres. Mulher-Maravilha chegou aos cinemas a duas semanas e está fazendo o maior sucesso entre o público nerd, enquanto Orange is the New Black surpreendeu a todos com a sua quinta temporada mais perfeita do que nunca. Indo nessa vibe, a TNT estreou nos Estados Unidos nessa última semana a sua nova série original, Claws.

Claws segue Desna Simms. A mesma possui um salão de beleza focado em Manicure e Pedicure, junto de suas três amigas: Polly, Quiet Ann e Jennifer. A mais ou menos um ano, ela entrou no tráfico de drogas local organizado por Roller – com quem Desna tem um caso -, Dr. Ken BrickmanUncle Daddy – o chefão, com a promessa de receber uma boa grana ao final dos 12 meses de trabalho.

É exatamente nesse ponto da história que começa o piloto. Exatamente no Ano Novo a série começa com um dos melhores episódios iniciais de 2017. A trama evolui muito bem, mostrando não só toda uma construção bem planejada para os outros episódios como também um pouco da vida de todas as personagens; Desna e seu irmão com problemas mentais, Jennifer e sua família, Quiet Ann e sua “namorada”, Polly e seus problemas financeiros, sem contar Virginia que vai crescendo de forma surpreendente ao longo desse piloto ao ter um caso com Roller e se torna o ponto chave do Plot Twist final.

O interessante da série, é ver como pessoas comuns entram nesse mundo do tráfico apenas para conseguir um pouco de dinheiro em uma certa quantidade de tempo, mas após esse tempo, são praticamente obrigadas a continuar nisso, algo que é praticamente visto em muitas situações do mundo real, e lembra um pouco até outras séries desse gênero, mas criando o seu próprio estilo cheio de surpresas e acontecimentos fundamentas para a história principal.

A produção já mostra para o que veio as telinhas logo de cara. Em poucos minutos de série, já temos uma cena de sexo, algo que é visto bastante durante esse episódio, principalmente nas cenas que tem a presença de Roller, mas isso deve mudar um pouco, pelo menos após o trágico final que vimos nesse piloto. Algo como cenas de ação podem passar a ter um foco maior a partir do segundo episódio.

Outro grande ponto positivo, se não o melhor estão nos termos técnicos do episódio. A direção e a fotografia estão sensacionais, principalmente na cena da Mansão, onde vemos Roller e Virginia juntos enquanto Desna vai saindo da casa. Até mesmo a cena final, com todo o sangue necessário sendo mostrado junto da água da piscina é bem feito, não deixando algo vulgar aos telespectadores e preparando ao mesmo tempos todos para o restante dessa primeira temporada que promete.

Porém, mesmo mandando bem na câmera, Nicole Kassell faz um grande erro em sua direção ao colocar cenas um pouco sem nexo, mudando rápido o sentido de cada uma. Uma hora vemos um momento triste, já na exata outra cena vemos em tela comédia, isso pode deixar o telespectador confuso e com certeza iniciou a produção de uma maneira digamos estranha.

As personagens e o elenco são espetaculares. Niercy Nash (Desna), Carrie Preston (Polly), Judy Reyes (Ann), Karrueche Tran (Virginia) e Jenn Lyon (Jennifer) formam o grupinho principal. Todas já mostram todo o seu talento em “Tirana“, principalmente Preston que continua a mesma Elsbeth Tascioni (The Good Wife/Fight) de sempre, desastrosa e bem-humorada, uma das melhores personagens da série. Dean Norris (Breaking Bad) também faz parte do elenco, no papel de Uncle Daddy, entregando um personagem que promete ser o grande antagonista dessa temporada.

Se em um episódio já conhecemos a maior parte da história das personagens e de suas respectivas vidas, ao fim da temporada a expectativa é ver um desenvolvimento ainda maior de suas histórias individuais e do grupo em si, quem sabe explorando um pouco do passado

Enfim, Claws surpreende muito logo em seu piloto. A série realmente não era algo tão aguardado pelos fãs, mas mostra-se sendo uma das grandes surpresas desse ano. O roteiro está quase perfeito, o que peca muito é a mudança de tom de uma cena para outra, algo que com uma melhor direção pode e com certeza irá ser arrumado nos próximos capítulos. O ritmo mais lento também é um pouco chato para uma série que pode e deveria ser mais dinâmica. Mesmo com alguns defeitos, a qualidade ainda foi mantida e não afeta completamente a análise final do episódio.

A partir de agora, só podemos esperar um episódio melhor que o outro, que se tomarem o caminho certo irão fazer dessa série desacreditada uma das melhores do ano. Premissa para isso a produção da TNT tem, resta agora saber como chegaremos ao ápice da história que está sendo contada.

Veja mais sobre Séries

Compartilhe: