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Quando um filme é bom, dificilmente os estúdios desistem daquele título na primeira tentativa. É muito comum achar algum título antigo que seja renomado pela crítica e não conseguir entender a necessidade de remake dele. Mas qual o motivo dessas novas versões serem tão ruins e tão mal vistas pelo público e crítica?

Bem, um dos fatores que mais incomoda é fazer uma cópia do filme, ao invés de adapta-lo para o formato das novas mídias. Como o caso de Psicose (1998), por exemplo, que imita, inclusive, os ângulos de câmeras usados pelo diretor Alfred Hitchcock na versão original da década de 60. O ideia de fazer uma “cópia moderna” de um filme nunca irá funcionar se a obra for exatamente igual, pois não fará sentido para o espectador ver uma cópia enquanto ele pode ver o original. O fracasso não é gerado apenas nas críticas, mas financeiramente também. Após o lançamento do remake de Psicose, a Universal ficou com um prejuízo enorme.

Outro erro muito comum de ocorrer é a “adaptação excessiva”, em que o diretor do filme esquece dos elementos principais da obra original e adiciona elementos que, simplesmente, não condizem com a franquia Robocop (2014), dirigido por José Padilha, não é um filme tecnicamente ruim, mas ele deixa de lado todos os fatores que fizeram a versão original do filme ser um sucesso. Enquanto o filme original tentava passar uma ideia real de como seria se um humano virasse um robô, o novo foca apenas na ação dinâmica e efeitos visuais, deixando a versão “mecânica” do robô, criado por Weller em 1987, de lado.

Para não dizer que a culpa é completamente da repetição ou do uso exagerado de técnicas modernas, Carrie a Estranha (2013), mostra como a escolha do elenco pode definir se um filme será bom ou ruim. A escolha de elenco do filme original de 1976 era praticamente perfeita. Carrie passava a imagem ideal de uma adolescente feia e pouco popular em meio a um colégio que se importava com a aparência acima de tudo. Mesmo gostando da atuação jovem de Chloe Moretz, é impossível negar que ela não se encaixa no papel. Chloe criou uma Carrie bonita e pouco judiada nesse remake, tirando um dos elementos principais que faz a trama se encaixar perfeitamente. O longa não é péssimo, mas não segue a proposta de ser um remake e acaba virando uma outra obra com alguns pontos sem sentido.

Mas nem só de filmes ruins vivem remakes. É possível encontrar filmes incrivelmente bons onde suas versões originais sejam menos populares do que a moderna. Um exemplo claro disso é Onze Homens e um Segredo (2001), Matt Damon, George Clooney (What else) e Julia Roberts, além de outros atores renomados. O filme foi baseado em um longa, de mesmo nome, feito em 1960, com a atuação até de Frank Sinatra. Mas a trama do filme era fraca, e os nomes famosos não conseguiram carregar uma direção sem cuidado para que tudo fosse bem encaixado. O remake da obra reformulou o roteiro e deu mais importância para a história, fazendo os grandes atores serem apenas um tempero especial. Até hoje o filme é muito popular e recebe críticas extremamente positivas.

Por fim temos mais um caso que segue essa mesma linha de criação. IT: a Coisa (2017) é um filme inspirado no terror escrito por Stephen King. O título já havia virado uma série de televisão nos anos 90, mas foi apenas com o longa que o nome estourou. O truque de IT não está apenas na reformulação do roteiro, e sim na reformulação da obra como um todo. O terror foi intensificado e os personagens redesenhados para que o público se interessasse mais por eles, e não serem apenas jovens idiotas fugindo de um monstro assassino. O filme cria uma profundidade maior em cada aspecto necessário, seja no jogo de câmera ou apenas em imagens de fundo que servem como easter eggs para os espectadores mais atentos.

Não existe truque e nem uma fórmula secreta para fazer os remakes darem certo com o público e crítica. Então nunca se sabe se o próximo será bom em sua proposta, ou apenas mais um filme que será esquecido em pouco tempo.

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