Que cerveja e diversão são mais do que par, todo mundo já sabe. Mas em que momento essa parceria começou a se consolidar como um hábito cultural brasileiro? Para desvendar a escalada da cerveja como preferência nacional em bebida alcoólica, chega ao mercado A cerveja e a cidade do Rio de Janeiro – De 1888 ao início dos anos 1930 (Paco Editorial) da historiadora Teresa Cristina de Novaes. Carioca de nascimento e moradora de Brasília, Teresa sempre se intrigou com o fascínio que a cerveja exerce em nós, brasileiros, sobretudo entre seus conterrâneos, e se debruçou sobre ampla pesquisa histórica.

“É intrigante pensar como se difundiu uma bebida que, até início do século XX, não estava inscrita na tradição produtiva brasileira. Tentei mostrar isso no livro”, diz. Doutora em História pela Universidade de Brasília (UnB), aplicou métodos científicos para levantar a razão desse nosso apreço pela cerveja.

A pesquisa começou em 1998 e logo se tornou tema da tese de doutorado que mais tarde defenderia, agora transformada em livro. Em 334 páginas a autora esclarece como se formaram as principais empresas produtoras da bebida, como o consumidor se habituou a consumi-la no dia-a-dia e qual o papel da propaganda na criação da preferência nacional pela cerveja. Com sua popularidade crescente, a dupla cerveja + praia impulsionou a boemia tão característica da Cidade Maravilhosa.

Mais do que uma obra histórica, curiosidades culturais pontuam o livro; as alianças políticas que beneficiaram grandes produtores e a dinâmica da campanha anti-álcool, “Temperança” são fatos que asseguram à leitura o prazer de degustar um pouco do comportamento social contemporâneo. Está tudo ali no livro, fervido e fermentado. Aprecie sem moderação.

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