Na última sexta-feira, 23, um dos carros autônomos da Google (que são utilizados para tirar fotos das ruas, mapear trajetos e aprimorar a tecnologia deles mesmos) se envolveu num grave acidente de batida de carro na Califórnia, EUA. O veículo sofreu danos severos na lateral após ser atingido por uma van que ultrapassou o sinal vermelho. O carro estava em seu modo autônomo, mas carregava um motorista humano adicional que tentou acionar os freios para evitar o acidente, sem sucesso.

O motorista da van, que já foi responsabilizado pelo acidente, e o funcionário da Google felizmente não tiveram nenhuma lesão. A empresa afirmou que o sinal de trânsito estava verde há pelo menos 6 segundos quando o carro cruzou a rua, e ainda complementou que “a ultrapassagem de sinais vermelhos é o principal motivo para as batidas urbanas nos Estados Unidos. Erros humanos desempenham um papel em 94% dos casos, motivo pelo qual estão sendo desenvolvidas tecnologias de carros autônomos”.

Com essa afirmação a empresa quer concluir que a tecnologia de carros autônomos é perfeita para evitar novos acidentes e trazer mais segurança nas ruas e estradas. A princípio isso é verdade, pois os robôs não podem burlar leis – como ultrapassar sinais vermelhos ou andar na contramão. Porém, o ser humano possui a capacidade de improvisar, função que ainda está em estágio embrionário em inteligências artificiais. Com essa habilidade, podemos evitar acidentes naturais, como deslizamentos, quedas de poste, etc. ou mesmo outros motoristas humanos que estão fora das normas, como aconteceu na Califórnia. Por enquanto, a “mente” dos robôs diz que todos irão seguir as regras, então eles não sabem o que fazer caso o contrário ocorra. Claro que podem ser implementadas funções para estes casos, mas as possibilidades de diferentes acidentes são muito grandes.

É claro que a total automatização dos carros ainda está longe de acontecer e por enquanto os projetos ainda estão em fase de criação ou testes. Mas é sempre importante debater sobre todas as questões de segurança e ética presentes no nosso dia a dia. O que você acha sobre essa tecnologia? Ela deve ser adotada logo ou precisamos ter cautela? Não deixe de comentar aí embaixo, na nossa página no Facebook e nas outras redes sociais: Como diriam agora Cris e Panda: é tudo COXINHANERD (tudo junto mesmo!).

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