Steve Rogers, um homem fora de seu tempo. Único a sobreviver sem sequelas às experiências para se tornar um super soldado. Descongelado e tentando se adaptar num mundo que é muito diferente do que ele deixou para trás, ocupa seus dias entre visitar os poucos amigos vivos em asilos ou hospitais e treinar. Nick Fury o transforma num agente da S.H.I.E.L.D (maior agência de inteligência do planeta), pois é interessante para Fury ter um herói por perto, principalmente após Nova York (eventos ocorridos em Os Vingadores). Entretanto, enquanto monitoram vilões pelo mundo, não percebem que o inimigo real está dentro da própria estrutura da S.H.I.E.L.D: a Hidra invadiu o alto escalão de comando e pretende, de uma só vez, dominar todo o planeta, chacinando possíveis ameaças a esse objetivo.

Muito superior ao primeiro filme do Capitão, sinto que seu maior mérito foi ser um filme de espionagem sem deixar de ser um filme de super-herói. É muito interessante ver o clima de tensão, muitas vezes amigo desconfiando de amigo, contra-espionagem, agentes duplos, que normalmente vemos em filmes de James Bond e diversos outros desse tema, mas também sermos apresentados a personagens clássicos dos quadrinhos, como Batroc – o saltador (OK, o nome é ruim, e o personagem nos quadrinhos também é do terceiro escalão da vilania, mas no filme está interessante mesmo sua participação sendo curta) e Sam Wilson, o Falcão (este sim está com muita relevância na trama, alçando o papel de ser mais do que um simples parceiro do bandeiroso), além do grande adversário de Steve Rogers, seu antigo amigo e parceiro Bucky Barnes, agora encarnado no Soldado Invernal.

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O personagem Soldado Invernal surgiu quando Ed Brubaker escrevia as aventuras do Capitão América, e causou grande comoção entre os fãs mais ardorosos que diziam que um personagem de tamanha importância no passado do Sentinela da Liberdade deveria continuar assim, morto e enterrado, para não perder importância nem relevância na história. Brubaker peitou os fãs e entregou uma história aclamada por todos. Sua adaptação ao cinema foi além de uma simples adaptação, trazendo uma relevância própria não só à história de Steve e Bucky, mas de todo o Universo Marvel daqui para frente (consequências sentidas já na série Agentes of S.H.I.E.L.D).

Ação, aventura, tensão, romance (bem pouquinho para não melar a trama), num filme cujo tempo não se sente passar, e que te faz saltar diversas vezes da poltrona do cinema. Recomendo para todos os fãs dos quadrinhos,  e para todos aqueles que se surpreenderam com o jeito Marvel de fazer cinema. Um aviso: neste filme temos duas cenas pós créditos, então mesmo que todo mundo vá embora, FIQUE ATÉ O FINAL. Sempre vale à pena! 🙂

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