Meu cachorro cruzou e grudou, e agora?

-por , em 10/07 -
Meu cachorro cruzou e grudou, e agora?

Há um ano e meio nascia meu cãozinho Luke, eu o adotei quando tinha mais ou menos 30 dias. Depois de um ano de convivência e muita agitação aqui pela casa (contei algumas delas aqui para vocês), resolvemos adotar uma cadelinha também, achávamos que o Luke estava se sentindo muito sozinho. Não procuramos e esperamos as coisas acontecerem, até que encontramos a Leia no lixo aqui de frente de casa. Ela tinha menos de uma semana, estava desnutrida e anêmica, mas depois de quilhões de remédios, conseguimos salvá-la! O tempo passou e a Leia acabou de entrar em seu primeiro cio, como os veterinários só aceitam a castração depois disso, tivemos que esperar e passar por momentos que nunca havíamos passado na vida. Foi incrível tudo, aliás, está sendo e, por isso, resolvemos contar tudo para vocês!

Luke então está com um ano e meio e a Leia com seus sete meses, mas ambos já se deram muito bem desde o primeiro dia juntos. Luke se apaixonou de cara e tenta cruzar com a menininha da família desde que ela era desse tamanho aqui embaixo. Acontece que, antes dos dois, eu só havia tido um cachorro macho que nunca cruzou e o Panda teve cadelinhas, mas ele era pequeno, sua mãe quem cuidava, então não tínhamos experiência nenhuma nessa história de cruzamento. Quando a Leia teve seu primeiro cruzamento, ficamos um pouquinho assustados, não sabíamos muito bem o que fazer, pesquisamos, perguntamos e pronto, colocamos uma calcinha nela no primeiro dia.

Luke e Leia

A calcinha não durou mais do que um dia porque ela tirou e não quis mais botar, mas, sinceramente? Eu nem recomendo tanto assim. Li muito a respeito e todo mundo fala que tem cadela que fica com alergia, que fica chatinha, enfim… Leia não teve nada de ruim, ficou de boa mesmo, brincou da mesma forma, pulou demais e só pingava um pouquinho – aliás, as cadelinhas são extremamente higiênicas, então ela mesmo se encarregava da limpeza diária. Claro que eu ajudava muito, mas de um modo geral, foi uma fase bem tranquila.

O pior de tudo acontece quando esse sangramento termina e aí sim começa a tensão no lar. Esse é o momento em que a cadelinha está realmente no cio, em que ela fica louca querendo cruzar e os cachorros do mundo inteiro querem ir atrás dela. Nem preciso dizer que ambos ficaram enlouquecidos né? Só que, com um pequenino porém, o Luke é um pouquinho mais baixo que a Leia (como a encontramos no lixo, não sabíamos qual seria seu tamanho quando adulta) e as coisas demoraram uma semana para se alinhar entre os dois, eles simplesmente não conseguíam cruzar. Até que…

cio

Até que conseguiram e, juntos, começaram a luta sem fim para procriar! Essa foto aí em cima é do momento que tentamos deixar os dois separados com a finalidade de não sermos avós nesse momento – resultado frustrante. Não conseguimos deixar os dois separados desesperados e chorosos nem um dia e resolvemos deixar as coisas acontecerem. Bom, o fato é que eles cruzaram, duas vezes que eu tenha visto até agora e o momento final, que eles ficam grudadinhos, deixa a Leia desesperada. Por esse motivo, resolvi pesquisar a respeito e achei a informação perfeita no site Diário de Biologia. Veja abaixo o que eles dizem sobre esse assunto:

Na cópula canina a penetração acontece ainda com o órgão sexual flácido, isso só é possível porque o órgão tem um osso que permite a penetração e somente com a fricção é que ocorre a ereção. Os cães machos possuem uma espécie de “bulbo” próximo a base dos testículos, chamado de “bulbus glandis“. Quando ocorre a ereção peniana, este bulbo é preenchido com sangue e isto fará com que ele aumente o seu volume. As cadelas possuem uma cérvix que é praticamente plana e possui uma “fossa”, na qual o “bulbo” peniano irá se encaixar. O processo de preenchimento sanguíneo do bulbo ocorre já no interior do canal genital da cadela. O sêmen dos cães é muito ralo com baixa contagem de espermatozoide e este tamponamento vaginal por intermédio da glande aumentam a chance de fecundação.

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Uma vez com o bulbo inchado, é praticamente impossível que o órgão genital masculino seja retirado do canal genital feminino. Parece ser uma situação desconfortável, mas tudo tem uma razão biológica de ser! Os cães machos possuem uma ejaculação por “gotejamento”, ou seja, eles liberam o esperma parceladamente, e podem demorar (dependendo da espécie) cerca de 30 minutos naquela posição estranha, conhecida como “grudar”, “colar” ou “engatar”. Esse grude na hora da cópula parece ser uma forma de minimizar as perdas de esperma e garantir a fecundação.

Na fase final da cópula, ocorre um movimento de rotação do macho sobre a fêmea, ficando juntos pela região caudal e virados para direções opostas, fase em que a ejaculação acontece. Como o término o bulbo se retrai deixando os cães livres para se separar. E aí, é só aguardar a gravidez da cadela!

Cris Siqueira
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Cris Siqueira

Nerd, administradora, RPGista, apaixonada por gastronomia, curiosa sobre todos os assuntos e acha que Darth Vader é Deus. Gasta seus “bons tempos” escrevendo, lendo, vendo seriados e viajando. Reza todos os dias para tirar sempre 20 nos dados e nunca morrer no meio de uma batalha!

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