Brasileiros vão para Torneio Mundial de Robótica!

-por , em 19/04 -
Brasileiros vão para Torneio Mundial de Robótica!

Construir robôs e outros equipamentos é uma tarefa um tanto complicada. Mas um time de 18 estudantes brasileiros do ensino médio do Colégio Marista Pio XII, da cidade de Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, promete colocar todo seu conhecimento em robótica na final do First Robotics Competition, torneio mundial que acontece desde 1989 para incentivar jovens alunos a optarem pelas áreas da ciência e tecnologia. De acordo com o G1, a competição ganhou notoriedade nos últimos anos, principalmente entre grandes empresas que começaram a apoiar o evento, entre elas Qualcomm, Microsoft e a Agência Espacial Americana, a NASA, além de parceiros como a Força Aérea dos Estados Unidos e a Agência Central de Inteligência (CIA). O torneio é tão conhecido que chega a ser comparado à final da Liga de Futebol Americano (NFL).

O objetivo do evento é promover o aprendizado entre jovens e adolescentes apaixonados por robótica e não há prêmios em dinheiro aos times vencedores – as equipes recebem bolsas para facilitar a vinda ao torneio no ano seguinte. Neste ano, o mundial será realizado na cidade de St. Louis, no Missouri, entre os dias 23 e 26 de abril. Ao todo serão 400 equipes de várias partes do mundo que vão disputar o título e são esperadas mais de 20 mil pessoas.

Brasileiros na competição

Os estudantes do colégio gaúcho conseguiram se classificar para o torneio após vencer a etapa regional de Long Island, nos EUA, no fim de março. O time, batizado de Under Control, também passou para a etapa posterior, em Nova Iorque, onde conquistaram o segundo lugar e se classificaram para a final.

Contudo, o trabalho da equipe começou muito antes do First Robotics Competition, ainda durante as férias escolares em janeiro. É nesse mês que a associação organizadora do evento informa as regras e as características da modalidade a ser disputada. Nesse caso, as equipes possuem seis semanas para construir seu robô até o início das disputas regionais. Ao final do prazo, o robô de cada time é levado para o local do torneio via FedEx, outra empresa parceira da competição.

“Eles abrem mão de curtir as férias e voltam à escola para construir o robô para o desafio”, diz o mentor da Under Control, Felipe Ghesla, estudante de engenharia de 21 anos. O jovem ainda comenta que algumas equipes nem chegam a treinar suas máquinas devido ao curto espaço de tempo entre a construção e o envio do equipamento aos Estados Unidos.

“O mais surpreendente desse grupo é que no verão, em plenas férias, eles estavam dentro da escola empenhados em algo maior”, afirma Kátia Antoniolli, vice-diretora do Pio XIII. Para ela, esse é o “melhor troféu” que a escola e os alunos poderiam ganhar.

Neste ano, a modalidade mistura fundamentos do futebol e do basquete. Cada equipe teve de construir um robô capaz de arremessar bolas por um gol posicionado próximo ao solo ou entre uma abertura retangular elevada, como ocorre em partidas de basquete. O objetivo inicial é marcar gols, mas a pontuação do time é elevada se, antes de acertar a bola, os robôs fizerem jogadas entre si, como passar a bola ou se deslocar do campo de defesa para o de ataque. A forma como a equipe se prepara também rende pontos extras.

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Cris Siqueira
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Cris Siqueira

Nerd, administradora, RPGista, apaixonada por gastronomia, curiosa sobre todos os assuntos e acha que Darth Vader é Deus. Gasta seus “bons tempos” escrevendo, lendo, vendo seriados e viajando. Reza todos os dias para tirar sempre 20 nos dados e nunca morrer no meio de uma batalha!

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