Estive ontem no cinema para conferir o longa de Assassin’s Creed. O filme nos conta a história de Callum Lynch, que testemunhou o assassinato da mãe quando criança e, anos depois, encontra-se no corredor da morte. Mas sua execução é usada como fachada pela Corporação Abstergo, para levá-lo escondido até suas instalações e tentar convence-lo a cooperar com seus planos.

Call (como Callum é chamado durante a trama), é descendente de Aguilar de Nerha, um membro da Irmandade dos Assassinos que viveu durante a Inquisição Espanhola e último protetor conhecido da Maçã do Éden, um artefato misterioso que guarda o segredo para acabar com o livre-arbítrio humano.  E é por isso que a Abstergo quer que ele coopere e aceite ser ligado ao Animus, uma máquina capaz de acessar as memórias de seus antepassados, que estão guardadas no código genético do seu sangue, para encontrar o objeto e, ajudá-los a acabar com os assassinos e criar um mundo sem violência sob seu domínio.

Se você não conhece a história, posso dizer que o filme será bastante satisfatório e deixará poucas perguntas sobre o assunto. Mas, se você é como eu, alguém que conhece e é, vamos dizer, um “purista”, algumas coisas vão agradar e outras, incomodar! Então, se você não viu o filme ainda, recomendo deixar de ler agora, porque precisarei comentar fatos para ilustrar o que quero, e NÃO PODEREI POUPAR SPOILERS que envolverão não só o longo da trama, como também do climax, ok?

O que me agradou muito foi a abertura, que trouxe aquela sensação dos cenários do jogo ganhando vida. As cenas ambientadas no passado e todo o “parkour característico” estar presente, também são pontos pra lá de positivos. A sobreposição passado/presente foi uma jogada interessante, mas eu teria gostado bem mais de ver a ação das lembranças muito mais presente, pois a saga toda se baseia fortemente nas ações dos assassinos ao longo da história, como protetores da Maçã, que aliás, é outra coisa que poderia ter recebido uma explicação pelo menos um pouquinho melhor… Quem não conhece a coisa toda, não tem noção do real poder do artefato. O filme da a impressão de uma arma de valor, mas não o peso de “Fim do Mundo” que seus verdadeiros poderes podem causar. Se não queriam explicar isso, ok, mas um flash das suas origens já teria feito uma grande diferença, e indicado a sua importância!

O enredo trás muito do primeiro jogo, até corrige as falhas que ele deixou. Mas mudar o Animus de uma espécie de mesa computadorizada como ele era, pra um tipo de guindaste, que se liga a pessoa e a acompanha “revivendo” as memórias também fisicamente para uma melhor sincronização, poderia ter esperado um novo filme, e aparecer como uma então evolução da máquina. Sim, o final da trama dá a impressão de gancho pra novos filmes e, é justo isso que me trás a minha maior queixa: a escolha do personagem.

A história já tem personagens carismáticos e amados. Então, por que usar um personagem que nunca existiu? Por que não nos dar Altaïr ou Ezio? Por que Callum ao invés de Desmond? Teria funcionado, agradado muitíssimo mais aos fãs e, ainda seria possível o gancho para novos filmes com o grupo dos Assassinos vivendo aqui e agora, no presente, e com liberdade de criação de histórias! Mas Aguilar viver praticamente no mesmo arco de tempo de Ezio (Aguilar de Nerha 1455 – 1526, Ezio Auditore da Firenze 1459 – 1524), matou toda e qualquer chance do conhecido Assassino fazer sua participação na história, que teve seus principais aspectos roubados para a história de Aguilar: período do tempo, protetor da maçã, futuro líder do credo. Fora Aguilar esconder a Maçã e ela permanecer escondida até seu paradeiro ser revelado no Animus… Se Ezio existiu nesse universo da história, foi um qualquer, e não o Assassino que me conquistou definitivamente para a causa!

Então, se você já assistiu ou quer compartilhar o que achou  do filme, comente aqui embaixo. porque ficarei feliz em saber a sua opinião! E não deixe de nos seguir pela redes sociais, é tudo CoxinhaNerd! Beijinhos e até a próxima!

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