A cada nova adição ao catálogo, a Netflix procura nos mostrar que a hegemonia norte-americana nas produções é passado. Sucessos como La Casa de Papel, Elite e Dark são apenas alguns exemplos de séries faladas em outro idioma e que logo agarraram o coração dos fãs. Depois de Espanha e Alemanha, chegou a vez da Islândia pedir um espaço na programação, com O Assassino de Valhalla.

Essa é a primeira produção original da Netflix do país. O título logo nos remete a mitologia nórdica, protagonizada muitas vezes pelas figuras de Loki, Odin e Thor. Mas dessa vez é diferente, pois não lidamos com mitos e lendas, pelo contrário. A trama é real e bem intensa, trazendo a rotina da polícia de Reykjavik, capital do país.

A série

Uma série de assassinatos começa a assombrar a cidade, que conta com pouco mais de 300 mil habitantes. A policial escolhida para liderar o caso é Kata (Nina Dögg Filippusdóttir), que encontra nas mortes muito mais do que uma simples investigação. Para solucionar os mistérios ela conta com a ajuda do detetive Arnar (Björn Thors), que se muda da Noruega para o país.

A premissa de O Assassino de Valhalla não é diferente da de outras produções do gênero. O objetivo da trama é descobrir o rosto por trás dos assassinatos, mas questões pessoais começam a interferir no processo. Demora para a trama engatar e a produção chega a cansar o espectador, principalmente quando as mortes parecem ser aleatórias.

No meio da temporada, porém, uma foto tirada nos anos 80 começa a dar link aos crimes e ansiamos por descobrir o que vem pela frente. A Casa dos Meninos de Valhalla faz muito mais do que dar nome a série. O que aconteceu ali foi bárbaro e explica os crimes que acontecem no presente.

A Trama

O Assassino de Valhalla segue um ritmo de desenvolvimento, bem como um tipo de fotografia. São poucas as cenas claras, protagonizadas por tons fortes e quentes. Por se passar na Islândia, o cenário é frio e escuro, corroborando para o clima de suspense da trama.

O desfecho encontrado pode ser previsível, mas se encaixa e pode até mesmo ser considerado como uma reviravolta. Ficamos concentrados nas subtramas e muitas vezes esquecemos do enredo principal. A série nos leva ao passado e ao presente, buscando explicar o que está exibindo.

Uma segunda temporada não é necessária, pois a trama encontra seu desfecho e não há mais o que falar. O impacto de O Assassino de Valhalla se dá justamente pelo fato de ser uma história única. Caso uma nova leva de episódios seja pensada, caberá ao diretor e criador, Thordur Palsson, quebrar a cabeça para entreter o público.

O Assassino de Valhalla está disponível na Netflix.