Isaac Asimov foi um escritor de ficção científica que ficou famoso por suas histórias com robôs super inteligentes e sociedades em que vivemos ao lado de máquinas. Ele nos deixou em 1992, mas parece que algumas de suas obras podem se aproximar da realidade em um futuro não tão distante.

A Google Brain, divisão de inteligência artificial da gigante das buscas, elaborou um joguinho entre três inteligências artificiais – chamadas de Alice, Bob e Eve. Eles os programaram com a seguinte missão: Alice deveria mandar uma mensagem criptografada para Bob, que deveria ser capaz de decodificá-la – driblando a espionagem de Eve, cujo objetivo era interceptar e ler a mensagem. A grande sacada foi que nenhum dos três robôs foram ensinados a executar a missão, eles não sabiam nada de criptografia ou mesmo troca de mensagens, só foram instruídos a conseguir realizar a missão.

A forma que as máquinas encontraram para aprender foi uma técnica de rede neural, que consiste em cada robô aprender sozinho a executar uma tarefa por meio de tentativa e erro. Resultado: depois de muitas vezes Bob não conseguir entender Alice, Eve conseguir capturar a mensagem ou até mesmo o conteúdo da conversa ser totalmente distorcido, eles conseguiram realizar a tarefa e se tornaram as primeiras entidades de inteligência artificial que criassem uma forma secreta de se comunicar na história.

O avanço tecnológico envolvido é extraordinário – aos poucos podemos ver que robôs podem aprender sozinhos e com isso nos ajudar cada vez em mais tarefas. Porém o exemplo utilizado no teste não foi dos melhores, principalmente pra quem tem medo de uma revolta das máquinas contra a humanidade. Criar inteligências que podem se comunicar secretamente, sem que mesmo nós humanos podemos entender, pode ser preocupante. Mas você pode ficar tranquilo: a Google já deu diversas entrevistas dizendo estar ciente da evolução natural das máquinas e que tem várias formas de conter qualquer tipo de ação não planejada por parte dos robôs.

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