As Drogas: Problema muito mais antigo do que imagina!

-por , em 18/12 -
As Drogas: Problema muito mais antigo do que imagina!

Você com certeza sabe que inúmeros poetas, músicos, artistas em geral e pessoas comuns também não passavam dos 30 anos há alguns muitos anos atrás. Pensávamos que poderia ser a atrasada medicina da época, ou então as condições sociais pouco desenvolvidas, mas aqui está o verdadeiro motivo para tal acontecimento histórico. Leia e impressione-se, como eu me impressionei!

Heroína da Bayer: Um frasco de heroína da Bayer utilizado entre 1890 a 1910 – a heroína era divulgada como um substituto não viciante da morfina e remédio contra tosse para criança.

Vinho de Coca: O vinho de coca da Metcalf era um dos muitos vinhos que continham coca disponíveis no mercado. Todos afirmavam que tinham efeitos medicinais, mas indubitavelmente eram consumidos pelo seu valor “recreador” também.

Vinho Mariani: O vinho de 1865 era o principal vinho de coca da época. O Para Leão XIII sempre carregava um frasco e premiou seu criador, Angelo Mariani, com uma medalha de ouro.

Maltine: Esse vinho de coca foi feito pela Maltine Manufacturing Company de NY. A dosagem indicada diz: “Uma taça cheia junto com, ou imediatamente após, as refeições. Crianças em proporção”.

Peso de papel: Um peso de papel promocional da C.F. Boehringer & Soehne (Mannheim, Alemanha), “os maiores fabricantes do mundo de quinino e cocaína”. Esse fabricante tinha orgulho de sua posição de líder no mercado de cocaína.

Glico-Heroína: Propaganda de heroína da Martin H. Smith Company, de NY. A heroína era amplamente usada não apenas como analgésico, mas também como remédio contra asma, tosse e pneumonia. Misturar heroína com glicerina (e comumente açúcar e temperos) tornava o opiáceo amargo mais provável para a ingestão oral.

Ópio para asma: Esse National Vaporizer Vapor-OL era indicado “para asma e outras afecções espasmódicas”. O líquido volátil era colocado em uma panela e aquecido por um lampião de querosene.

Tablete de cocaína (1900): Esses tabletes de cocaína eram “indispensáveis para cantores, professores e oradores”. Eles também aquietavam a dor de garganta e davam um efeito “animador” para que estes profissionais atingissem o máximo de sua performance.

Drops de cocaína: Indicado para dor de dente e prometendo cura instantânea, os drops de cocaína era populares em 1885 para crianças. Não apenas acabava com a dor, mas também melhorava o “humor” dos usuários.

Ópio para bebês recém-nascidos: Antigamente, para aquietar bebês recém-nascidos não era necessário um grande esforço dos pais, mas sim, ópio! Esse frasco de paregórico (sedativo) da Stickney and Poor era uma mistura de ópio de álcool que era distribuída do mesmo modo que os temperos pelos quais a empresa era conhecida. “Dose – [Para crianças com] cinco dias, 03 gotas; duas semanas, 08 gotas; cinco anos, 25 gotas; adultos, uma colher cheia”. O produto era muito potente e continha 46% de álcool.

Fiquem ligados, não estou de forma alguma fazendo apologia à nenhum tipo de droga, abomino todas elas. Sinceramente, eu não sei se essas informações são 100% verdadeiras, mas resolvi compartilhar simplesmente para dizer que: as pessoas vêem jovens hoje consumindo drogas e culpam uma geração de pessoas perdidas, com pensamentos aleatórios e falta de educação familiar. Mas o uso de drogas é muito mais antigo do que, até mesmo, o pensamento de que estas eram prejudiciais. Se prestarmos atenção à história de nossos artistas mais famosos, o consumo de drogas sempre foi a base do sucesso.

Famoso na década de 70, o festival Woodstock chamou atenção do mundo para uma geração perdida em seus ideais, eles defendiam a paz e o amor, mas na verdade se afundavam em drogas antigas e novas como se a vida não tivesse outra solução. A geração de hoje, mergulhada em drogas e inúmeros remédios viciantes, nada mais é do que o resultado da permissividade que assistimos ao longo dos anos. A falta de educação familiar não gera o usuário de drogas, na verdade, muitos usuários são frutos de famílias com base invejável.

Para solucionar o problema das drogas é preciso muito mais do que discriminação e internação em clínicas de tratamento compulsivo, a cabeça do jovem precisa ser preparada desde cedo para o mundo real, para o oferecimento de caminhos rápidos para a felicidade e principalmente para a dura realidade do dia a dia. Lidar com decepções, tristezas e sofrimento com medicamentos e drogas é a forma mais simples, o caminho mais fácil, mas nunca o mais honrado. Nós, humanos, temos o hábito de construir com nossas próprias mãos os meios que entendemos ser os melhores para driblar a natureza. Mas o que realmente nos engrandece, são os aprendizados que vivemos e levamos para a vida. Não encurte a sua. Viva e viva bem. Para morrer como uma pessoa de honra e não como uma pessoa fraca e infeliz.

Cris Siqueira
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Cris Siqueira

Nerd, administradora, RPGista, apaixonada por gastronomia, curiosa sobre todos os assuntos e acha que Darth Vader é Deus. Gasta seus “bons tempos” escrevendo, lendo, vendo seriados e viajando. Reza todos os dias para tirar sempre 20 nos dados e nunca morrer no meio de uma batalha!

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