A APAIXONANTE ARTE DO COSPLAY!

É provável que na sua infância você já tenha se fantasiado como um personagem fictício, não é? Uma princesa, ou um herói lendário, talvez? E, provavelmente, quando você se vestia assim, você saia correndo por aí inventando aventuras em que você era o protagonista e fazia coisas incríveis, usando os poderes do personagem que representava, ou criando novas habilidades para ele.

Quantas vezes você não correu por aí, com a fantasia de Superman (ou uma toalha amarrada no pescoço), imaginando que estava voando pelos céus? Ou então, quantas vezes você não se vestiu de fada ou bruxinha e saiu encantando as coisas ao seu redor? Essa brincadeira é algo divertido que mexe com a nossa criatividade, mas no fundo, ela se assemelha muito a uma cultura da terra do sol nascente, hoje popular entre todos os geeks, nerds, otakus, gamers e adeptos da cultura pop. Brincar de fantasia se assemelha muito a fazer um cosplay.

A cultura do cosplay, como dito anteriormente, tem sua origem no Japão e é bem simples de se entender. Basicamente, para uma pessoa fazer um cosplay, e por consequência ser chamada de cosplayer, ela deve se vestir da forma mais parecida o possível com uma personalidade qualquer, real ou fictícia, e agir como tal.

Ou seja, se uma pessoa se veste como Batman, por exemplo, a tendência é que ande com postura e confiança e, quando conversar, que fale de forma calma e séria, em um meio tom, se for uma conversa normal. Ainda, se outra pessoa chegar e interagir com o personagem, ou seja, começar a conversar ou fazer piadas como se estivesse falando com o próprio Batman, o comum é que o cosplayer continue agindo como tal e responda da forma que acredita que o homem morcego faria, entende?

Então, de uma forma simples, fazer cosplay é se tornar outra pessoa por um dia. Mas é também uma forma de demonstrar os seus gostos e descontração. Porém, apesar de divertida, na pratica, é uma cultura que requer investimento e certamente não é tão fácil assim. Veja porquê:

No Japão, existe um lugar chamado Harajuko. Lá, é comum ver pessoas com estilos… digamos que “exóticos” para nós. Lá, andar no centro da cidade trajando um cosplay é muito normal e constantemente visto, mas convenhamos, esse cenário não existe aqui de forma alguma. Considerando isso, os únicos lugares mais prováveis de se ver um cosplayer são os eventos geeks e otakus que acontecem todos os anos.

Esses eventos, como o Anime Friends, a Comic Con ou a Jedicon, por exemplo, são feitos para reunir o pessoal com mesmo interesse para fazer atividades, socializar e fazer compras de artigos relacionados, como camisetas temáticas, itens decorativos, comida, itens colecionáveis e até cosplays ou acessórios para cosplays. Com tudo isso, o ambiente fica bem favorável e adequado para a cultura do cosplay reinar e, geralmente, é o que acontece.

Cosplayers sempre roubam a cena dentro de um evento, seja participando de concursos para determinar qual é o melhor ou posando para fotos. Contudo, fazer um cosplay é muito caro e comprar nem sempre seguro, pois, ou você aprende a costurar e faz um sozinho, ou encomenda para uma costureira ou tenta comprar em sites online, já que lojas físicas são muito raras, mas aí vai da sua conta e risco.

De fato, a cultura do cosplay ainda está em desenvolvimento no Brasil, mas, sempre existem os bem-aventurados que tentam e apresentam resultados lindos por aí.  Essas pessoas, a fim de obter sucesso em um cosplay, geralmente levam em conta o que chamamos de OS TRÊS PILARES DE UM BOM COSPLAY

Na hora de confeccionar um cosplay, você deve levar muita coisa em conta. Um bom outfit é um outfit detalhado, então você deve, se possível, caprichar e muito! Para ficar bom, é importante considerar alguns pontos estratégicos que fazem toda a diferença no resultado final. Entre eles, nós temos o tecido usado, as costuras e pregas que devem ser feitas, as estampas ou desenhos existentes na roupa e os anexos que serão postos nela, como penas, pelos, joias, correntes, panos soltos, etc.

Essas mesmas regras valem para aqueles que preferem comprar um cosplay pronto, mas, neste caso, são muito mais relevantes. Ao comprar algo pela internet ou pessoalmente, analise bem o máximo de detalhes que puder. Veja se o tecido não é delicado demais e considere o que pode eventualmente acabar se desprendendo da roupa e como consertar. Tudo para não fazer feio na hora de exibir ao mundo o outfit no seu corpo.

Para enriquecer um cosplay, todo acessório faz a diferença, afinal, uma coisa é você ver um cara vestido de assassino, enquanto outra completamente diferente é ver um cara vestido de assassino com Hidden Blades que funcionam e um tomahawk nas mãos, não é? Então, faça de tudo! É um treinador Pokémon? Arranje sua pokébola ou a pelúcia de um Pokémon para carregar consigo. É um Guerreiro Medieval? Arranje espada e escudo! É uma Sailor? Tente fazer uma tiara igual a das meninas, ou talvez um Cristal de Prata.

De forma geral, ao falar de acessórios, estou me referindo a acessórios de cabelo, detalhes dos sapatos, itens carregados nas mãos do personagem e afins, mas no fundo, o que quero dizer é que todo extra que um cosplayer carrega consigo ou veste, não importa o quão simples for, conta como pontos positivos para o cosplay em si. Mas é compreensível que nem todo mundo possa ter ou saiba como conseguir esses acessórios, então considerar caprichar no rosto pode ser a outra alternativa.

Isso acontece porque, querendo ou não, antes de olhar para qualquer outro lugar, a primeira coisa que alguém nota é o seu rosto e, ver uma pessoa parecida até nas feições com uma personalidade qualquer, valoriza muito o resultado final.

Para isso, utilizar um peruca cortada e penteada conforme o cabelo do personagem e técnicas de maquiagem para “modificar” o rosto e pele são pontos de grande peso em um cosplay, mas os mais simples de se conseguir, porque, sinceramente, um cabeleireiro pode cortar a peruca para você e o Youtube tem diversos tutoriais de maquiagem, alguns, próprios para um cosplay definido, outros, para fazer ilusões que deixam o seu rosto ou nariz mais finos ou gordinhos e até mesmo os olhos maiores. Se lhes interessar, uma tática para encontra-los é pesquisar por vídeos da seguinte maneira:

“Makeup tutorial (situação desejada – ex: christmas party – ou nome da personalidade a se copiar)”

Ou

“Tutorial de maquiagem (situação desejada – ex: christmas party – ou nome da personalidade a se copiar)”

Ok. Cosplay pronto, maquiagem feita, cabelo arrumado. O mais complicado se passou, agora tudo o que resta é a diversão. Ao se fazer um cosplay, é muito comum que as pessoas venham até você para interagir ou fazer piadas, então não tenha vergonha! Quando falar, use gírias e expressões que o personagem usaria e ouse na expressão corporal.

Deixe o corpo jogado, ou faça poses e caretas, de acordo com a personalidade da pessoa escolhida e da situação. O jeitinho com que você fizer as coisas é que deixa tudo mais divertido, porque gera uma imersão na realidade do personagem, ou seja, você realmente se torna ele e, como as pessoas não conhecem quem está por trás da roupa, elas vão conversar com você como se fosse o personagem. É muito bacana! E quanto mais você age como o personagem, melhor é!

Mas… O que acontece quando esses pilares são ignorados?

Acontece que um “cospobre, como costumamos dizer, é detectado. Geralmente, entram para essa categoria, os coplays que são feitos de qualquer jeito, ou que usam materiais inadequados como papel e durex ou outros mais estranhos (acredite, existe!). Contudo, devemos considerar que um cosplay é complicado de se fazer, então a intenção é o que vale ( e a diversão de vê-los também, se o dono do cospobre se divertir junto ).

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