Sabe aquele camarada exótico que você viu na tv? Aquele da tribo pigmeu? Pois é, na tribo, ele é só um cara comum. Exótico é você.

 

Estou falando isso porque há um talento, presente tanto em D&D quanto em Pathfinder e outros rpgs semelhantes, com o qual nunca concordei: usar arma exótica. Entendo a premissa de que se você não teve contato com uma arma pode ser mais difícil usá-la. Mas, se formos levar isto em consideração, toda arma que não esteja descrita na história de seu personagem é uma arma exótica para ele. Porque tamanha facilidade em aprender a usar uma Ranseur, que não é arma exótica, e tamanha dificuldade em usar um chicote? Tenho certeza que muitos que estão aí lendo nem sabem o que cargas d’água é uma Ranseur.

 

Acho que este talento é uma forma de desestimular a diversidade entre os personagens. Salvo raras exceções, alguém só vai pegar “usar armas exóticas – chicote” se quiser muito ser o Indiana Jones ou se for um pré-requisito para conseguir alguma coisa muito boa mais para frente.

 

armas comuns comuns

 

Em outros jogos, como o Gurps, não importa qual arma você utilize, será sempre necessário gastar alguns pontos na proficiência com a mesma. Faz sentido. Se você nunca usou uma arma, normalmente, vai apanhar um pouco dela até aprender a usá-la com perfeição. Mas isto é qualquer arma. Não é porque uma shuriken é exótica para nós ocidentais que ela será para um oriental que aqui reside. E mesmo assim, vai que o amigo do seu avô é o senhor Miyagi? Já dá para considerar a hipótese de usar uma shuriken desde criança (além da proficiência em pintar cercas e polir carros), não?

 

Então, proponho três métodos para corrigir este erro.

 

1- Extinguir o talento e permitir o uso de qualquer arma por qualquer jogador.

 

2- Delimitar o número inicial de armas de cada classe (exemplo: guerreiros começam conhecendo 6 armas e magos 2) e, a partir daí, para usar uma arma que o personagem não conheça ele precisará de treinamento (talento ou perícia, o que for conveniente pelo seu sistema) ou sofrerá as penalidades cabíveis.

 

3- Para pegar uma arma, o personagem tem que investir um mínimo em uma perícia conhecimento de armas. Por exemplo, pode-se exigir que um guerreiro de d&d tenha uma graduação em cada arma que saiba utilizar para poder utilizá-la sem penalidades. Nisto há um defeito: guerreiros normalmente têm poucos pontos para investir em perícia. Claro que este problema teria que ser solucionado com o aumento de pontos.

 

Enfim, fica a critério de cada um.

 

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Rafael Badia, ex colaborador da Coxinha Nerd!
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