Agents of S.H.I.E.L.D. – Review S01E22 – “Beginning of the End”

-por , em 19/05 -
Agents of S.H.I.E.L.D. – Review S01E22 – “Beginning of the End”

Olha, eu tenho plena consciência de que essa foi uma série que dividiu muitas opiniões nesta temporada de estreia e nem contesto isso. Eu mesma fiquei muito desconfiada, desanimada com a falta de rumo dos primeiros episódios e tive que me esforçar muito para acompanhar até o final. Mas valeu a pena. Essa season finale provou que Agents of S.H.I.E.L.D. tem um potencial enorme para explorar diversos pontos do Universo Marvel, basta que encontrem o ponto certo e foi o que aconteceu – demorou, mas aconteceu.

ATENÇÃO: CONTÉM SPOILERS

Também não poderia ser uma season finale completa se não contasse com a aparição de Nick fucking Fury! Primeiro como herói do ano resgatando Fitz-Simmons do meio do oceano após os dois serem vítimas da tentativa de homicídio do débil do Ward e depois, se juntando a Coulson para acabar com Garrett. Todas as cenas do Fury foram épicas, com aquele humor à la Avengers que só ele poderia proporcionar. É uma pena que Samuel L. Jackson não possa participar de outros episódios, porque seria sempre sensacional.

agents e22 1

Garrett teve o fim que merecia, mas antes de ser destruído (duas vezes, uma por Mike Peterson a.k.a. Deathlok e outra por Coulson) ele ficou BEM doido. Isso porque o sangue Kree não só o deixou mais forte fisicamente como também psicologicamente, com uma confiança inabalável. Inabalável a ponto de matar um general que se interessava pelos super soldados de Ian Quinn. E estava com o ego tão inflado que Fury não pôde esconder o quão ridículo era aquilo. Ainda bem que Peterson começou a se redimir de seus atos – graças ao filho – e acabou com a raça dele ali mesmo na frente de Fury e Coulson. Tudo bem que depois tudo indicava que ele “ressuscitaria” e voltaria mais forte, mas Coulson deu um jeito e fim de papo. Adeus, Garrett-coisa-ruim.

Se por um lado Mike Peterson se arrependeu de seus atos, mesmo ele tendo sido obrigado a cometer atrocidades, o mesmo não podemos dizer de Ward. Apesar de nos últimos episódios ele ter sido mostrado como alguém que estava apenas pagando uma dívida ao seu mentor Garrett, ele provou ser mesmo um cretino quando jogou Fitz-Simmons para os tubarões. Mas felizmente existe Melinda May que se vingou de Ward por ela, pela equipe e por todos nós, nos presenteando com uma bela de uma surra no Ward! Ok, ela apanhou bem também, mas ele com o pé pregado no chão (HAHAHA!) e apanhando sem dó da May foi uma das melhores cenas da temporada. A lição de moral dada pelo Coulson no final (e convenhamos que algumas dessas lições de moral dão um pouco de sono) deve ter doído tanto quanto a sova que ele levou, afinal, como disse Coulson, ele terá que lidar com o fato de ter servido um homem que não se importava com ninguém e que agora estava morto. O que é você sem ele, Ward? Toma, desgraçado.

Agents e22

Agora, precisamos falar sobre o Kevin Fitz-Simmons. O QUE FOI AQUILO, FITZ??? Eu sempre disse que achava os dois sensacionais e que essa coisa deles serem um só era muito legal para a equipe e porque eles se completam mesmo. Mas não imaginei que no fim da primeira temporada as coisas se desenhariam para uma relacionamento amoroso. Achei que se um dia isso fosse explorado, seria como uma coisa mais Mulder e Scully de Arquivo X, ou seja, lá pelo fim da série! E apesar de torcer o nariz porque isso poderia acabar com a relação maravilhosa que eles já tinham como amigos, não teve como não se emocionar quando Fitz se sacrifica por Jemma porque “ela é muito mais que a melhor amiga dele” e ela simplesmente começa a chorar copiosamente quando vê que ele vai acabar morrendo por ela. Eu não só fiquei angustiada com os dois ali naquele drama como fiquei em choque com o “nunca tive coragem de te dizer, então me deixe demonstrar”. Me deixe demonstrar MORRENDO POR VOCÊ, JEMMA! Foi muito, muito dramático.

agents e22 3

Mas aí é claro que a Simmons acaba também salvando Fitz e os dois são resgatados por Fury. Eu sabia que eles ficariam bem, mas o fato de Fitz não ter voltado até o final do episódio combinado com alguns pontos: a parte em que Fury diz para Simmons que ele ficou muito tempo sem respirar; Coulson dizendo a Ward que “Fitz nunca mais será o mesmo” e Simmons respondendo a pergunta de Skye se ele estava bem apenas com um “ele está vivo” me deixaram muito receosa com o futuro de Fitz. Não acho que ele morre, mas que tipo de sequelas o acontecimento deixará nele? Acho que uma vez que isso for esclarecido, aí podemos pensar no quão bonitinho (ou não) seria ele e Simmons juntos de verdade, mas posso ter certeza que, como nada é fácil na equipe de Coulson, Fitz ainda deve passar por um belo de um drama antes de ficar de vez com sua Jemma 🙁

A tão esperada conversa entre Coulson e Fury sobre os acontecimentos após a Batalha de Nova York finalmente aconteceu e apesar de Coulson gritar, espernear e bater o pé que aquilo não deveria ter sido realizado, Fury deu de ombros justificando que era uma emergência para ser usado em caso de morte de um dos Vingadores – e sim, Coulson era um deles. E ficou a cargo dele agora reconstruir a S.H.I.E.L.D do zero, sendo o líder desta nova jornada. Fury o nomeia “Director Coulson” e apesar de ser mais ou menos esperado, não deixou de ser de uma forma surpreendente e muito merecido. Afinal, ninguém lutou tanto para manter o espirito da S.H.I.E.L.D. vivo enquanto tudo estava desmoronando. Mas não significa que Fury ficará fora de cena, afinal, como ele mesmo disse, “ele está por toda a parte”.

Uma vez Garrett fora do caminho, já percebemos que um dos nós a serem desatados na segunda temporada é a origem de Skye. Raina que tudo sabe e tudo vê (e é uma chata além de tudo) sabe de muita coisa sobre esta origem e até tem contato com o que deve ser o pai biológico de Skye – uma criatura aparentemente bem estranha por sinal. Creio que Raina será peça fundamental para esse desenrolar e também os efeitos do sangue Kree em Coulson. A cena pós crédito, com ele desenhando os mesmos símbolos bizarros que Garrett me deixou com a pulga atrás da orelha sobre o que acontecerá com ele, confesso.

agents e22 2

Observação final sobre este episódio: alguém explica o gêmeo ou clone do Eric Koenig?!

Foi uma primeira temporada problemática para Agents of S.H.I.E.L.D., admito. Mas depois que encontraram o ponto certo, a sincronia com outros elementos do Universo Marvel – filmes de Thor e Capitão América – ficou perfeita, desenhando novos rumos para a organização, que devem ainda ser mencionados nos novos filmes com Guardiões da Galáxia Os Vingadores: A Era de Ultron. No geral, acho que foi uma boa primeira temporada, tendo ainda alguns pontos a melhorar mas tenho certeza que o enredo da história será melhor daqui para frente.

Até a segunda temporada e #StandWithSHIELD!

Cris Siqueira
por

Cris Siqueira

Nerd, administradora, RPGista, apaixonada por gastronomia, curiosa sobre todos os assuntos e acha que Darth Vader é Deus. Gasta seus “bons tempos” escrevendo, lendo, vendo seriados e viajando. Reza todos os dias para tirar sempre 20 nos dados e nunca morrer no meio de uma batalha!

Recomendamos para você