Chegamos àquela fase de Agents of S.H.I.E.L.D. em que esperamos que as coisas tomem um rumo e possamos finalmente admirar ou odiar a série. Não odeio ainda mas não posso dizer que a amo e que é a minha série preferida no momento. Na verdade, continuo um pouco decepcionada com a falta de foco nas histórias dos agentes de Phil Coulson e The Hub, o sétimo episódio me pareceu uma história solta.

ATENÇÃO: O TEXTO ABAIXO CONTÉM SPOILERS

O “Hub” do episódio é a central de operações da S.H.I.E.L.D., onde se desenrola a história – ainda com resquícios do último episódio que quase deixou Fitz sem Simmons. Desta vez foi uma situação contrária, Simmons que quase fica sem seu Fitz com uma missão que eu achei a princípio um pouco boba. Um grupo de separatistas da Ossétia do Sul planeja declarar independência na base da violência típica da região. Para isso, criaram um dispositivo mortal que será ativado em algumas horas e a Agente Victoria Hand, que aparece na história pela primeira vez informa Coulson que precisa que envie alguns de seus homens para a missão. Um deles é o Super Ward, experiente em desarmar bombas, dispositivos e em missões de alto risco. O outro é o nosso e da Jemma, Leo Fitz (oi??) que não tem experiência em campo, mas seu conhecimento teórico e sua formação em engenharia se tornam indispensáveis na missão.

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Desde o início do episódio aborda-se a questão da hierarquia e dos níveis de cada agente na equipe de Coulson. Embora dentro do avião o líder faça questão do trabalho de equipe e da transparência para que as missões sejam executadas da melhor forma, no Hub as coisas não funcionam exatamente assim. Assim que entram na central, Skye se sente deslocada, porque realmente, ela é. Embora Coulson faça com que ela se sinta o menos desconfortável possível, é inevitável todo o cuidado e a desconfiança que a base da S.H.I.E.L.D. ainda tenha com relação a ela – como a cena em que enquanto Coulson, Ward e May tem suas entradas permitidas nos departamentos do Hub, ela é presa através da sua “pulseirinha de controle” que ela exibe desde sua chegada e “aceitação” na equipe.

Voltando ao episódio em si, Fitz se prepara para sair em missão de campo mais confiante do que das outras vezes, provavelmente por sentir que ainda tem algo a provar depois de ver Simmons pulando do avião e sendo resgatada por Ward, Não que ele tenha ficado com ciúmes, mas a sensação de impotência diante da quase morte da parceira mexeu com o nosso amado nerd e por isso ele se fez de durão ao se despedir de Jemma – que lhe fez seu sanduíche preferido para que ele comesse na missão quando sentisse fome. Sério, como não amar a relação dos dois, mesmo que eles não sejam um casal?

Se a Jemma Simmons não curtiu muito ver o Fitz indo pra uma missão que ela e Skye pouco sabem – afinal é uma missão nível 8 e somente Coulson, May e Ward tem algum acesso, ainda que relativamente restrito às informações, imagina o Ward sendo designado para uma missão em que ele precisa tomar conta do garoto. Ward procura ser prático na missão, usando sua experiência e corrigindo erros de principiantes, sem abrir mão da sua já conhecida arrogância. Quando entra em um bar local para encontrar Uri, seu contato na região que ele imagina que vai ajudá-los a atravessar a fronteira local para que eles possam chegar ao dispositivo, ele e Fitz são rendidos pelos locais pois os confundem com os separatistas. É o primeiro momento que o nosso garoto mostra serviço: de certa forma os salva de serem mortos ao desligar a energia elétrica do local e em seguida “consertar” e assim ganhar a confiança de todos e conseguir negociar a travessia. Claro que muita coisa dá errado, os dois precisam fugir o tempo todo para não serem pegos pelos separatistas e passar por algumas discussões antes de chegar ao destino e cumprir a missão.

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Skye, sempre inquieta, sabe que tem algo errado e começa a desconfiar da missão, da maneira como os agentes foram enviados ao local e principalmente de Coulson. Com isso, decide por conta própria que vai descobrir sozinha, uma vez que ninguém responde às suas questões. Com isso, aproveita que Simmons está surtando sem notícias do parceiro e a convence a ajudá-la a investigar clandestinamente, já que Coulson a proibiu de tentar mostrar suas habilidades de hacker dentro do Hub. Depois de uma operação atrapalhada (mas engraçada, admito) de Simmons, Skye descobre que Fitz e Ward foram enviados à Ossetia sem um plano de extração, ou seja, não teriam socorro algum após cumprirem a missão. Skye (e todos nós, claro!) nos sentimos traídos pelo Coulson e ele a repreende por desobedecê-lo mas também fica sabendo do plano da S.H.I.E.L.D., uma vez que ele também não fora comunicado que eles não seriam resgatados e vai tirar satisfação com Victoria Hand.

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A partir daí, acontece o óbvio: a equipe toda se mobiliza para resgatar os meninos enquanto os mesmos conseguem desarmar o dispositivo – não sem antes mais uma troca de alfinetadas, com direito a Fitz falando grosso um “sou tão agente da S.H.I.E.L.D. como você, Ward!” (Toma essa!). Mas no fim, eles reconhecem a ajuda um ao outro, Ward fica menos arrogante e todos são resgatados e ficam felizes – Jemma principalmente. O que se sucede é Coulson conversando com Skye sobre o que descobriu sobre a origem dela durante a passagem pelo Hub. Assim, todos ficamos sabendo que ela foi deixada no orfanato por uma ex-agente da S.H.I.E.L.D., mas não fica claro se era a mãe. Ficou aquele suspense no final de que Coulson não contou tudo e ainda guarda um segredo cabeludo que a May vai investigar e mais uma vez o que afinal aconteceu na misteriosa recuperação dele no Taiti – um lugar mágico.

Abaixo, trailer de “The Well”, o relativamente aguardado episódio que se baseará em Thor, o Mundo Sombrio:

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