E cá estamos finalmente com as reviews de Agents of S.H.I.E.L.D em ordem! Depois de acompanhar os cinco primeiros episódios e achar que tá faltando um foco na série da Marvel (que não precisa necessariamente ser um dos Vingadores), FZZT foi bem legal na minha opinião, ainda abordando algumas consequências da batalha de Nova York dos Avengers e deu uma atenção toda especial à melhor coisa que existe na série até agora: a dupla Fitz-Simmons.

ATENÇÃO: O TEXTO ABAIXO PODE CONTER SPOILERS

 

O episódio começa com mais um caso bizarro – algo que tem virado meio que rotina na série. Porém desta vez nenhum herói em potencial aparece, até porque parece que por enquanto a Centopeia vai dar um tempo. Os agentes vão investigar a morte de um monitor de acampamento, aparentemente vítima de uma descarga elétrica fortíssima. A maneira como ocorre a morte chama a atenção dos agentes por algumas peculiaridades: o fato do corpo ter sido encontrado flutuando, as cicatrizes deixadas na testa e nenhum sinal de quem poderia ter feito isso. Jemma Simmons se encarrega de realizar a autópsia do cadáver no laboratório do avião enquanto a equipe localiza um sinal no radar de uma super onda eletromagnética e vão até o local Coulson, May e Ward – ridicularizado no começo do episódio por Fitz-Simmons por sua leve arrogância e prepotência. Bom, eu pelo menos acho às vezes que o Ward se sente a última garrafa de água gelada do deserto e foi bem engraçada a tiração de sarro.

Ao chegarem na região onde os sinais estão sendo emitidos, os agentes dão de cara com outro cadáver morto nas mesmas circunstâncias, com o corpo flutuando – exatamente da mesma forma que a primeira vítima. E é aí que o nó começa a ser desatado: Fitz visualiza um novo sinal, desta vez sendo emitido do quartel dos bombeiros. Chegando lá, descobrem que as vítimas e os bombeiros foram voluntários que trabalharam na Batalha de Nova York. Um deles chama a atenção de Coulson por não estar se sentindo bem e o agente resolve ter um papinho a sós com ele. Como por enquanto todos trabalham com a hipótese de um serial killer, Coulson começa e intimidar o pobre bombeiro com um interrogatório até May encontrar um elmo Chitauri no quartel e o bombeiro Díaz, o suspeito, começa imediatamente a emitir altíssimas radiações eletromagnéticas enquanto explica que ele e as duas vítimas fatais resolveram limpar o elmo. Bingo.

S01E06 autópsia

Coulson, May e todos nós então entendemos: o elmo contém um vírus alienígena! Com isso, Díaz morre como os demais como era esperado e os demais bombeiros são colocados em quarentena. O elmo segue viagem com a equipe para ser investigado pela S.H.I.E.L.D e Coulson encarrega Simmons de descobrir a cura para aquilo. Problemas resolvidos, certo? Não porque ainda estava na metade do episódio.

Durante as pesquisas, Simmons conta a Coulson suas descobertas – inclusive que o vírus é contagioso e começa a apresentar os sintomas. O líder não vê outra alternativa senão isolar a cientista e recebe ordens do alto escalão da S.H.I.E.L.D para eliminá-la (NÃO!) pelo fato dela representar perigo aos demais. Coulson se faz de desentendido (o velho truque do túnel do celular, equivalente) e espera que ela encontre a cura. Fitz fica na porta do laboratório encorajando a amiga, os dois tem uma discussão boba sobre como acabam fazendo tudo juntos e se arruinando juntos como Fitz dá a entender, fazem uma tentativa sem sucesso e a tensão começa a tomar conta. Quando os dois começam a pensar como sempre fazem e funciona – juntos – conseguem ter a ideia de pegar o elmo contaminado e retirar DNA dele e assim, produzir uma vacina. Fitz medroso e chorão simplesmente vai correndo pegar a caixa e ENTRA NO LABORATÓRIO ONDE ESTÁ A SIMMONS! Sim, ele não tá nem aí em ser contaminado e começa a ajudar a parceira.

S01E06 fitzsimmons

Mas aí o desespero volta quando a tentativa aparentemente não dá certo e Simmons manda Coulson avisar a família dela sobre sua morte e todo mundo começa a chorar. Ela pede um momento a sós com Fitz, dá-lhe um golpe de extintor na cabeça o deixando desacordado e resolve pular do avião. Sim, ela abre a rampa de carga e fica ali pronta pra dar o seu mergulho rumo à morte bem na hora que o Fitz acorda e descobre que a experiência deu certo sim e que a vacina vai curá-la. Eu só posso dizer que o desespero do menino ao ver a Jemma na borda e depois pulando foi uma das cenas mais angustiantes da série e partiu meu coração em milhares de pedaços.

Maaaas super Ward pula de paraquedas atrás dela carregando a vacina e a alcança no ar (numa cena que eu sinceramente achei meio estranha, mas tudo bem) e dá a vacina. O que se sucede é uma bronca de Coulson, um pedido de desculpas de Simmons a Ward pela zombaria do começo do episódio e um agradecimento e reconhecimento fofo demais dela ao Fitz.

Eu falei que a cena foi estranha, olha essa foto!

Eu falei que a cena foi estranha, olha essa foto!

Dois pontos principais nesse episódio: 1 – a “morte” de Coulson volta a ser abordada numa conversa com May na qual fica mais que visível que a experiência foi bem traumática e que por isso o chefe da equipe está tão diferente. Mas deu a entender que isso não será mais explorado por enquanto. 2 – Ward é bom mas ainda não conseguiu impor muito respeito na equipe. Talvez depois do salvamento heróico da Jemma a imagem dele melhore um pouquinho.

Quanto a Fitz-Simmons, não dá pra saber se ali rola amizade de irmãos, paixão platônica, friendzone… mas isso é o de menos quando fica evidente a parceria maravilhosa dos dois e de como se completam. Por mim, teria um filme só deles.

Abaixo, trailler do sétimo episódio, The Hub:

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