Na semana passada, fãs do AC/DC ficaram realmente tensos. Boatos vindos da Austrália, país natal da banda, davam como certo o anúncio da aposentadoria de seus membros devido a um grave problema de saúde de um dos integrantes. Posteriormente, a notícia foi ganhando cada vez mais corpo: o integrante em questão seria Malcolm Young, guitarrista, compositor da maior parte dos riffs eternizados nas músicas da banda e seu principal fundador. Devido a isso e a um suposto pacto entre todos os seus membros de não substituir ninguém, a banda anunciaria na semana passada mesmo o seu fim.

Na quarta-feira depois de tantas especulações, finalmente o AC/DC se pronunciou oficialmente através de sua página no Facebook: sim, é verdade que Malcolm Young está passando por problemas de saúde (que não foram revelados pelos integrantes) sérios o suficiente para que o fizesse tomar uma difícil decisão: sair da banda que fundou junto com o irmão, o também guitarrista Angus Young. Segundo o comunicado, “Malcolm está saindo da banda após 40 anos para cuidar de sua saúde.” O esclarecimento entre outras informações e agradecimentos aos fãs por todo o apoio, termina com a frase acalentadora: “O AC/DC continuará fazendo música”.

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Alívio entre os fãs, certo? Não. Pelo menos não para esta que vos escreve que vale ressaltar, além de ser fã da banda, nunca a viu num show – é, não deu pra ir em 2009 por motivos de força maior.

Ok, saber que o AC/DC não tem intenção de acabar agora conforta um pouco nossos corações. Mas a pior notícia que poderia ser dada foi confirmada: Malcolm não vai tocar mais, pelo menos temporariamente. De certa forma, por mais que a banda continue, parte dela acaba com a saída do guitarrista. E não apenas tecnicamente: o AC/DC terá ânimo para um novo disco, uma nova turnê e para continuar sua carreira no ano que se completa 40 anos da sua primeira apresentação?

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Nesta mesma semana, o vocalista Brian Johnson confirmou que a banda tem um estúdio reservado em Vancouver, no Canadá, para iniciar as gravações de um novo álbum de inéditas a partir de maio. No começo do ano até uma turnê comemorativa foi anunciada e nós aqui (eu me incluo) ficamos ansiosamente no aguardo de um show por aqui. Mas e agora sem Malcolm?

É sabido que mesmo com possíveis pactos firmados entre eles, no fim o AC/DC sempre continua. Aconteceu há mais de 33 anos quando o vocalista Bon Scott morreu e mesmo com parte de sua identidade tendo partido junto com ele, a banda continuou com o igualmente competente Brian Johnson. Mas é difícil analisar quando o guitarrista e alicerce sai de cena por motivos de saúde num momento em que a banda já pode não ter as mesmas motivações de outrora.

Teremos que aguardar. Eu sinceramente torço pela recuperação do Malcolm antes de tudo não só pelo AC/DC. Mas por tudo que ele fez pela história do rock and roll, ele merece estar bem. E nós esperaremos por uma das maiores bandas de todos os tempos, porque algumas lendas nunca acabam.

Melhoras, Malcolm e obrigada pelos riffs.

 

 

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