Essa é uma pergunta que pouca gente se faz e, imagino eu, que até mesmo quem defende o consumo controlado por causa de aquecimento global e afins, não se preocupa muito com isso também. Pois deveria pois a água que sai na torneira da sua casa é um problema de todos, e não apenas dos governantes. Em tempos de eleição, não custa nada ver que, quando um candidato diz ter planos de saneamento e tudo mais, ele deve dizer exatamente quais são os planos, porque não custa nada mantermos uma imagem de país em desenvolvimento para o mundo todo, quando, na verdade, somos extremamente subdesenvolvidos em estrutura social. Vamos entender um pouquinho então sobre esse assunto?

A água que sai na torneira de sua casa percorre um longo caminho desde grandes reservatórios, passando por uma ampla rede de encanamentos até chegar aí. O coordenador de projetos na Fluxus Design Ecológico já publicou uma vez sobre esse tema e, de acordo com ele, não é necessário que a água venha de tão longe assim. O princípio básico dessa centralização começou entre as décadas de 1930 e 1940, quando as fontes de água locais começaram a ficar comprometidas – viu? O Tema nem é tão novo assim, as pessoas que são irresponsáveis mesmo no cuidado com a água do planeta.

Descentralizar as fontes de abastecimento de água seria, realmente, uma solução muito interessante para as cidades e o melhor: pode partir do poder público, buscando novas fontes de abastecimento para uso potável ou usando fontes não potáveis para fins que não sejam consumo pessoal. Esta água pode ser direcionada para grandes consumidores, como grandes centros comerciais, condomínios e edifícios, shoppings, núcleos industriais e muitos outros, diminuindo, assim, a pressão sobre os mananciais de água potável do nosso país.

cisternas

MAS QUAIS SERIAM AS SOLUÇÕES PARA ESTA SITUAÇÃO?

Implantação de cisternas: Elas captam a água da chuva e se tornam uma fonte complementar de abastecimento. 50% do consumo de água de uma casa pode ser abastecido localmente com água não potável – o melhor é que a retenção dessa água de chuva ainda colabora na redução de enchentes. Ou seja, todo mundo ganha de todos os lados.

Jardins de chuva: A utilização dos jardins, que são mais baixos do que o entorno, possibilita que a água corra do piso para dentro do jardim, ou das vias para jardins na calçada, e não o contrário. Isso ajuda a abastecer os lençóis freáticos, e manter o fluxo de nascentes, rios e córregos que estão hoje canalizados, melhorando a qualidade da água que escoa para as galerias. A solução tem impacto positivo também no microclima da cidade, através da evapotranspiração de plantas, que aumentam a umidade do ar.

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