Demolidor é a série de maior sucesso do mundo Marvel. Apresentada ao mundo em 10 de abril de 2015 pela Netflix, a gigante dos streamings, a série conquistou o mundo de forma rápida e nada sutil. Inspirada na HQ clássica Demolidor: O Homem Sem Medo de Frank Miller, que foi lançada em 1993, a saga da Netflix conta os primeiros passos de Matt Murdock como um vigilante de Hell’s Kitchen. Seguindo os passos do post de ontem (5 Melhores Momentos da Série Jessica Jones) vamos entrar em uma grande dificuldade e escolher 5 dos vários momentos da série para destacar.

Os primeiros passos de Matt Murdock como um vigilante qualquer em Hell’s Kitchen foi retratado fielmente às HQ’s de Frank Miller. Não somente no uniforme utilizado por Charlie Cox, ator que interpreta o Homem Sem Medo na série, mas sua atitude e seu treinamento feito com Stick, criado no retcon de Miller. Feito com cuidado para não desagradar os fãs, a história dos primeiros passos de Murdock correu de forma fluida e sem delongas, para não deixar a série muito massante. Ver a lenta e sutil transformação de Murdock em Demolidor nos seus primeiros passos é algo que beira a perfeição, mostrando o início da dualidade da sua personalidade, de dia um advogado cristão que deseja resolver tudo dentro da lei e à noite um demônio que somente quer levar justiça com as próprias mãos, já que sabe que a lei não vai adiantar muito.

Há um ano eu realmente fiquei chateado ao ver que o nome de Vicent D’Onofrio não havia sido indicado para o Emmy. O ator trouxe um Wilson Fisk perfeito, que parecia ter saído das páginas dos quadrinhos. Frio e calculista quando calmo mas um verdadeiro exército de um homem só, um tanque sem controle, quando em estado de fúria. Seus trejeitos e seu olhar que mostrava o ódio contido de um monstro que estava prestes a escapar de sua jaula e destruir tudo o que via pela frente. Acredito que veremos muito de D’Onofrio nas HQ’s agora por conta de sua atuação.

Não vamos mentir gente, vimos o que Jon Bernthal era capaz de fazer como um “louco desvairado” por um universo em desconstrução na primeira temporada de The Walking Dead, então ele ser escalado como Frank Castle na segunda temporada causou uma grande e alta expectativa sobre o personagem. Que ainda foi superada por Berthal. Outra atuação de gala, que ninguém esperava ser tão boa a ponto de render uma série solo do Justiceiro. Com literalmente a mesma história de origem das hq’s clássicas, Bernthal nos entregou um Justiceiro perfeito (graças ao vendedor de HQ’s que indicou quais ele deveria ler e quais não).

A série, desde o início, deixou claro que não veríamos os tons coloridos e leves que a Marvel normalmente utiliza em seus filmes. Demolidor tem temas complicados, tem violência (vide a cena que Fisk literalmente decapita um russo com a porta de um carro), tons políticos mais reais que dos Vingadores e medo mais reais que dos cinemas. Durante toda a série você conseguia sentir o medo que os personagens sentiam, e isso nos dava uma imersão quase completa na série. E por mais que pareça irreal, o tom sombrio de Demolidor foi o que mais prendeu os fãs,.

Sim, três em um. Não existe a mínima possibilidade dos três não aparecerem nos melhores momentos de Demolidor. Foggy foi nosso alívio “cômico”, Page foi o grande interesse amoroso que pode complicar e muito a vida de Murdock futuramente (vide a HQ Demolidor: A Queda de Murdock) e Temple como o elo entre todas as séries do Universo Marvel Netflix. Foggy foi um personagem que mostrava toda preocupação que ele sentia por seu amigo, que praticamente é um irmão para ele. As cenas de Elden Henson (intérprete de Foggy Nelson) no final da primeira temporada mostrava toda a angústia que Foggy sentia vendo seu melhor amigo quase morto na sala da sua casa. E o pior foi que nós conseguimos sentir essa sensação. Deborah Ann Woll conseguiu nos entregar uma Karen Page mediana no início da série, mas que foi crescendo exponencialmente durante a série, até o ponto de nos fazer ficar preocupados e tensos com o seu desenvolvimento na trama. Já a experiente Rosario Dawson nos trouxe uma versão diferente da Night Nurse, pseudônimo de Claire Temple na Marvel, conhecida por cuidar dos ferimentos de grande parte dos personagens da Marvel nas HQ’s. Sua presença é de suma importância na série, já que ela encoraja, cuida e liga as séries umas às outras. Uma participação razoavelmente curta, mas muito bem feita.

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