Aqui no blog, nós meio que formamos uma família. Por isso, é claro que acabamos conversando entre nós nos bastidores e, discutindo o que temos em comum. Nessas conversas, 3 loucos por animes se destacaram: eu, minha cria Larissa, e o Vinny. Passamos algum tempo discutindo muita coisa e, por fim, acabamos nos dando conta: nossas idades, com uma média de diferença de 10 anos entre cada um de nós (na ordem de eu, Vinny e Larissa), nos torna em 3 gerações de fãs. Foi assim que nasceu a ideia desse projeto! Por que não dizer o que cada um de nós acha dos vários animes que conhecemos?

Eu, como sou a mais velha e a pessoa a mais tempo em contato com o mundo dos personagens de olhos grandes,  serei a primeira. Para isso, escolhi o anime mais antigo em minhas lembranças: Astro Boy (Tetsuwan Atom)!

Bem, na verdade, o anime mais antigo do qual eu realmente lembro é O Menino Biônico (Jet Marte). Minha mãe diz que a TV que eu descrevo, o lugar onde ela ficava, era em uma casa onde eu morava por volta dos 3 anos! (Jesus, tô velhinha assim? kkkkk) O personagem, para quem não sabe, é uma cópia de Atom (aqui no ocidente conhecido como Astro), feita pelo próprio criador de Astro Boy, Osamu Tezuka, devido a problemas entre estúdios e direitos. Ele tentou fazer uma série completamente nova, baseada na original e, é essa a minha primeira lembrança: Jet dando cambalhotas na abertura e, seu andar, que tinha o som de “pop, pop”.

Mas, eu só fui relembrar e compreender mesmo o que assistia anos depois, quando Astro Boy foi veiculado na TV por aqui, passando a ser novamente foco do meu interesse. Levei algum tempo para saber que não eram o mesmo desenho, devido a todas as similaridades entre os dois e minha tenra idade nos primeiros contatos. Só que, mesmo tendo conhecido primeiro o plágio e só depois o original – a série original dos anos 60 nunca chegou as terras tupiniquins, apenas a versão de 2000 – eu gosto do pequeno Astro! A ideia dos androides terem sentimentos e, por consequência, sentirem, sempre foi o ponto chave para a minha simpatia com os “serezinhos recheados de engrenagens e fios”. Como dizem, Astro tem “kokoro” (coração), e isso o faz brilhar aos meus olhos!

O mangá de Astro Boy surgiu em 1952, o anime veio anos depois, em 1963. A história relata um mundo futurístico, onde androides e humanos convivem. Astro foi criado pelo Dr. Tenma, para substituir seu filho Tobio, morto em um acidente de carro. Quando percebe que sua criação nunca vai poder ser o mesmo, nem tomar o lugar de Tobio, ele o vende para um circo, que passa a chamá-lo de Atom. Os robôs, após alguns acontecimentos que, claro, envolveram Astro e o resgate de humanos por escolha dos próprios robôs, passaram a ter direitos iguais aos das pessoas. Com isso, Astro deixa o circo e passa a viver com o Dr. Ochanomizu. A partir daí, ele vive muitas aventuras, se torna herói e até termina com uma família robô, formada por pais robóticos, um irmão chamado Cobalt e uma irmã chamada Uran.

A versão do anime que veio para cá, foi a americana. Por isso muitas histórias foram alteradas e cortadas, para se adequar a censura. Mas eu não me incomodei muito, já que adoro ler mangás e já conhecia a versão original. Já o filme, feito mais recentemente, é fofo também. Mas o personagem já não tem o charme dos traços originais, pelo menos, na minha opinião…

Agora, como esse projeto consiste na opinião das 3 gerações, eu passo a palavra aos meus parceiros, para que digam o que pensam deste anime!

Vinny is in da house! Meu primeiro contato com Astro Boy não foi necessariamente com o anime mesmo, e sim, com seu criador, o mestre Osamu Tezuka, enquanto eu estudava sobre o Star System (pra quem não sabe ou não lembra sobre o Star System, é só clicar aqui). Astro Boy eu conheci mesmo em 2003, quando joguei pela primeira vez o Astro Boy: Omega Factor para GBA. E, só depois que fui assistir uma parte do anime original. Sem charme nenhum nos traços, mas com um tom clássico onde, mesmo com a animação precária da época, faz você querer assistir quase tudo de uma vez só (incrível como os animes antigos têm esse poder). Também não vou mentir que realmente virei fã do Astro só depois do filme em computação gráfica, feito em 2009, no qual é resumida a principal trama do Astro, desde sua criação até sua “redenção”. Não tenho tanta coisa pra falar assim da história, até porque já tem mais de uma década que eu assisti, mas é um item obrigatório na lista de quem realmente deseja conhecer mais sobre os animes. Agora é vez de passar a bola para Larissa, nossa terceira geração de Otaku!

Oi! Agora é a minha vez! Como membro da 3ª geração e cria da mamãe Lucy, eu não posso negar que tive bastante contato com os animes antigos. Se bobear, até mais do que tive com os animes da atualidade. Infelizmente, Astro Boy foi uma exceção a essa regra. Eu não vi o primeiro Astro, nem o “Jet Mart”. Na verdade, acho que desse eu nunca ouvi falar! Meu único e real contato foi com a versão mais recente dele, de 2000, que passava no antigo Jetix (a meu ver, melhor canal de desenhos, depois do Animax 😉 ).  Lembro da animação ter um jeitão meio Sonic X, tradicional aos desenhos americanos feitos nessa época, quando o tema era ação e aventura para meninos. Pelo pequeno Astro, confesso, não tive tanto apreço. Achava ele bonitinho, mas nunca me prendi por sua história (Não me bata mãe! {Lu aqui: Vou bater, sim!}). Talvez porque achava bobinho. O estilo do desenho em si, totalmente leve para “se adequar a idade”, não tinha a mesma graça que até mesmo Power Rangers, com aquelas brigas “fantásticas”, em que você podia contar até 3 depois de uma explosão para ver alguma reação neles, tinha para mim. Eu cresci com clássicos, como CDZ, então aquelas histórinhas, focadas em amor e lições para os pequenos, não me agradou muito. Talvez por isso também não me importei com o filme que estava por vir e não o assisti, não podendo comentar muito sobre ele.

E é isso pessoal! Logo teremos mais animes e, se você quiser que comentemos algum específico, não deixe de nos contar, ok? Beijinhos e até a próxima!